Thursday, September 13, 2007

Emmy 2007 - Lead Actress in a Drama Series

Outstanding Lead Actress In A Drama Series

Brothers & Sisters • ABC • ABC Studios
Sally Field as Nora Walker
Histórico no Emmy:
7 indicações e duas vitórias – uma na categoria de Best Actress in a Drama and Comedy Special por “Sybil” (1977) e a segunda na categoria de Guest Actress in a Drama Series por “ER” (2001).
Episódio: “Mistakes Were Made (Part 2)”
Claramente, não é só a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que ama Sally Field. A Academia de Ciências e Artes Televisivas também a adora. “Mistakes Were Made (Part 2)” é um dos melhores episódios que eu vi na temporada 2006-2007. Um roteiro primoroso, que coloca a família Walker e, particularmente, a matriarca Nora, vivendo os mesmos conflitos experimentados em duas épocas distintas. Dois feriados de Ação de Graças marcados pelo fato de que seu filho mais novo, Justin (Dave Annable), se alistou no exército e foi chamado para lutar no Afeganistão e, posteriormente, no Iraque. Sally Field dá uma aula de interpretação como a mãe angustiada que só quer proteger seu filho. E o episódio ainda conta com uma Calista Flockhart inspiradíssima. Field se coloca como uma das favoritas ao Emmy de Lead Actress in a Drama Series.

The Closer • TNT • The Shephard/Robin Company in association with Warner Bros. Television
Kyra Sedgwick as Dep. Chief Brenda Leigh Johnson
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória.
Episódio: “Slippin’”
Kyra Sedgwick é uma das melhores atrizes trabalhando na televisão atualmente. A maneira como ela construiu a personagem Brenda Leigh Johnson é simplesmente fantástica e passa pelo sotaque típico do sul dos EUA, pelos gestos, trejeitos e olhares. Brenda realmente faz jus à sua reputação de excelente “fechadora de casos”. Em “Slippin’”, o caso que ela investiga é o assassinato de dois estudantes que pode ter algo a ver com brigas de gangues. Além disso, Brenda tenta despistar a sua mãe (que está lhe fazendo uma visita) a respeito do seu relacionamento com Fritz (Jon Tenney). Como sempre, Kyra tem uma atuação muito boa no episódio, especialmente nas partes em que ela está na sala de interrogatório. “Slippin’”, por sinal, não é o melhor episódio dela na segunda temporada de “The Closer”. Para deixar a competição para trás e vencer o Emmy de forma absoluta, ela teria, por exemplo, que submeter “Critical Missing” ou “Heroic Measures”.

Law & Order: Special Victims Unit • NBC • A Wolf Films Production in association with NBC Universal Television Studio
Mariska Hargitay as Detective Olivia Benson
Histórico no Emmy:
4 indicações e uma vitória na categoria de Best Actress in a Drama Series (2006) por sua performance neste seriado.
Episódio: “Florida”
Atual vencedora do Emmy, Mariska Hargitay, além de ser uma ótima atriz, sabe como poucas escolher o episódio perfeito para apresentar na premiação. Neste ano, para tentar conquistar seu segundo Emmy consecutivo, ela escolhe “Florida”. Neste episódio, a detetive Olivia Benson arrisca a sua carreira para proteger seu meio-irmão, que está sendo acusado de estupro. A personagem que Hargitay interpreta neste seriado é muito complexa. Uma detetive que trabalha numa Unidade de Crimes Sexuais, filha de um estuprador, com um irmão agora acusado de estupro. O material psicológico que a atriz tem é imenso e ela – no caso particular de “Florida” – dá um show de atuação em um episódio que tem um roteiro excelente e performances inspiradas dos atores convidados, em especial de Kim Delaney.

Medium • NBC • CBS Paramount Television, Grammnet, Picturemaker Productions
Patricia Arquette as Allison Dubois
Histórico no Emmy:
2 indicações e uma vitória na categoria de Best Actress in a Drama Series (2005) pelo seu trabalho neste seriado.
Episódio: “Be Kind, Rewind”
Depois de ficar um ano de castigo por ter “roubado” o Emmy de Mariska Hargitay (que tinha submetido “Charisma”, uma das melhores horas dramáticas recentes da televisão norte-americana), Patricia Arquette volta ao Emmy por total merecimento, tendo em vista que seu trabalho na terceira temporada de “Medium” foi excelente. No seriado, ela interpreta Allison Dubois, uma funcionária da Promotoria Pública, que ajuda na resolução dos casos ao utilizar as suas habilidades mediúnicas. Em “Be Kind, Rewind”, Allison Dubois vive o mesmo dia de várias maneiras diferentes. A cada novo sonho, um novo dia e uma nova pista para seu último caso. A atuação de Arquette é muito boa e seu melhor momento acontece numa cena em que ela está tomando café na cozinha, com sua família, e estoura sobre os problemas com os quais ela é confrontada todos os dias.

The Riches • FX • FX Productions and Fox Television Studios
Minnie Driver as Dahlia Malloy
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “Pilot”
Minnie Driver não chega a ser uma surpresa nesta lista. Desde que seu nome foi confirmado entre as pré-indicadas ao Emmy de Lead Actress in a Drama Series, a certeza de sua indicação ficava cada vez mais próxima. “The Riches” conta a história dos Malloys, uma família de trapaceiros que, depois de trair a confiança dos seus familiares, decide embarcar no seu mais audacioso golpe: assumir a identidade de uma rica família e viver com todo luxo que eles têm direito. A personagem que Driver interpreta se chama Dahlia; e ela acaba de sair da prisão e sofre para se readaptar ao mundo real. A atuação de Driver no episódio é bem contida. Ela está o tempo todo como se estivesse num território desconhecido e só nos vinte minutos finais do episódio, a atriz solta toda a raiva acumulada por Dahlia. É uma atuação muito boa, que pode colocar a atriz como a zebra da categoria.

The Sopranos • HBO • Chase Films and Brad Grey Television in association with HBO Entertainment
Edie Falco as Carmela Soprano
Histórico no Emmy:
6 indicações e três vitórias (1999, 2001, 2003) – todas pela sua performance neste seriado.
Episódio: “The Second Coming”
Edie Falco foi indicada por seu trabalho como Carmela Soprano em todas as temporadas do seriado “The Sopranos”. Uma das melhores atrizes do aclamada série da HBO, estranhamente, na última temporada de “The Sopranos”, Falco foi relevada a um status de atriz coadjuvante, e teve pouquíssimo material. Mesmo assim, ela foi indicada ao Emmy de Lead Actress in a Drama Series. Em “The Second Coming” (episódio que também foi escolhido por James Gandolfini), Carmela Soprano lida com os mesmos problemas passados com Tony (James Gandolfini). Seu filho AJ (Robert Iler) acaba no hospital depois de tentar cometer suicídio. Meadow (Jamie-Lynn Sigler) vive um relacionamento secreto com um novo rapaz. O melhor momento dela é a cena em que Carmela coloca a culpa pelo que acontece com AJ em cima de Tony. Mesmo não repetindo os seus melhores anos no seriado, nunca poderemos descartar Falco da vitória no Emmy.

Rankings:
1. Mariska Hargitay, “Law & Order – Special Victims Unit”
2. Sally Field, “Brothers & Sisters”
3. Kyra Sedgwick, “The Closer”
4. Minnie Driver, “The Riches”
5. Patricia Arquette, “Medium”
6. Edie Falco, “The Sopranos”

Quem vai ganhar? Sally Field, “Brothers & Sisters”
Fique de olho em: Todas as indicadas. Lead Actress in a Drama Series é a categoria mais forte do Primetime Emmy Awards 2007 e não podemos descartar nenhuma das atrizes indicadas – até mesmo Edie Falco. No entanto, se formos nos basear nos comentários gerais sobre o Emmy, devemos prestar um pouquinho mais de atenção em: Mariska Hargitay, “Law & Order – Special Victims Unit” e Kyra Sedgwick, “The Closer” – nas últimas semanas, ela vem sendo apontada como a vencedora por muitos sites de previsão, porque existe um consenso geral na indústria de que chegou a hora de ela vencer o Emmy.

Wednesday, September 12, 2007

Emmy 2007 - Lead Actor in a Drama Series

Outstanding Lead Actor In A Drama Series

Boston Legal • ABC • David E. Kelley Productions in association with Twentieth Century Fox Television
James Spader as Alan Shore
Histórico no Emmy:
3 indicações e 2 vitórias como Best Actor in a Drama Series por “The Practice” (2004) e “Boston Legal” (2005)
Episódio: “Angel of Death”
James Spader ficou conhecido pelas suas escolhas inusitadas de papéis no cinema. Depois de um longo tempo desaparecido, ele voltou – e surpreendeu muita gente – ao decidir estrelar a nova fase do antigo seriado “The Practice”, o qual originou “Boston Legal”. Por “Angel of Death”, Spader recebe a sua terceira indicação ao Emmy de Lead Actor in a Drama Series. Uma viagem até Nova Orleans. Uma médica que, durante o Furacão Katrina, praticou eutanásia em cinco pacientes. É este o caso que Alan Shore vai defender. O episódio só vale mesmo pela storyline com Alan e sua cliente. O excelente monólogo quando Alan está fazendo as argumentações finais de seu caso pode dar o Emmy para James Spader.

House • Fox • Heel and Toe Productions, Shore Z Productions, Bad Hat Harry Productions in association with NBC Universal Television
Hugh Laurie as Dr. Gregory House
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Half Wit”
Hugh Laurie volta ao Emmy – depois de ser esnobado no ano passado – cheio de moral, afinal, somente neste ano, já venceu o Globo de Ouro e o SAG de Lead Actor in a Drama Series. O personagem que ele interpreta, o Dr. Gregory House, é um cara totalmente politicamente incorreto e com um senso de humor sarcástico até demais. Em “Half Wit”, ele tem como paciente um prodígio da música (o cantor Dave Matthews) que possui um dano cerebral seriíssimo. Enquanto House se dedica por completo ao paciente, os seus colegas de trabalho se deparam com uma descoberta a respeito da saúde do próprio House. O episódio é bom, e Laurie está muito bem nele – o que o coloca na briga pelo Emmy de Lead Actor in a Drama Series.

Rescue Me • FX • Produced by Apostle, the Cloudland Company and DreamWorks Television in association with Sony Pictures Television
Denis Leary as Tommy Gavin
Histórico no Emmy:
3 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Retards”
A Academia adora este seriado, cuja temporada mais recente acaba de estrear no canal FOX. No Emmy 2006, Denis Leary teve um episódio poderoso em que seu personagem, um alcoólatra em recuperação, vê seu filho ser morto por um motorista que dirigia embriagado. Não só o seu personagem não tem tempo, como também tem outros problemas que evitam com que ele lide com a morte do filho. Era uma performance poderosa num episódio excelente. Para o Emmy 2007, a impressão que se tem é a de que a indicação de Leary já é a sua grande vitória.

The Sopranos • HBO • Chase Films and Brad Grey Television in association with HBO Entertainment
James Gandolfini as Tony Soprano
Histórico no Emmy:
6 indicações e três vitórias (2000, 2001, 2003) – todas pela sua interpretação neste seriado.
Episódio: “The Second Coming”
James Gandolfini é um ator muito acostumado a interpretar tipos rudes e violentos. Como Tony Soprano, o ator alcançou aquilo que faltava para a sua carreira: reconhecimento. Em “The Second Coming”, Tony lida com conflitos em relação aos seus filhos. Meadow (Jamie-Lynn Sigler), durante um encontro misterioso, é abordada por um dos desafetos do pai. AJ (Robert Iler) vai parar no hospital depois de ser salvo de uma tentativa de suicídio pelo pai. James Gandolfini está muito bem nesse episódio como o pai que se culpa por aquilo que acontece com seus filhos. Ele tem momentos muito bons, especialmente aqueles em que ele reflete durante a sua sessão de terapia com a Dra. Melfi (Lorraine Bracco, indicada ao Emmy na categoria de Supporting Actress in a Drama Series).

24 • Fox • Imagine Television & 20th Century Fox Television in association with Realtime Productions
Kiefer Sutherland as Jack Bauer
Histórico no Emmy:
6 indicações e 2 vitórias – uma como produtor de “24” (2006) e outra na categoria de Best Actor in a Drama Series (2006) também pelo seriado.
Episódio: “Day 6 – 5AM 6AM”
Atual vencedor do Emmy, Kiefer Sutherland volta à premiação – desta vez enfraquecido pela ausência de “24” da lista de indicados em Best Drama Series. Como uma espectadora que nunca assistiu a um episódio de “24”, a impressão que eu tinha a respeito de Jack Bauer era a de que ele é um homem de caráter firme, persistente e que faria o possível – e o impossível – para exercer bem o seu papel e salvar o seu país de inimigos terríveis. O episódio escolhido por Kiefer Sutherland para o Emmy 2007 é uma agradável surpresa, no sentido de que mostra um lado diferente de Jack Bauer. Aqui, ele não está lutando pelo seu país; e sim, por si mesmo. Ele quer evitar que seu sobrinho seja uma “perda aceitável” em um ataque planejado pelo Secretário de Defesa da presidência dos EUA. Ele quer ter a sua vida de volta e viver ao lado da mulher que ama (Kim Raver). O episódio é bom e Sutherland tem alguns momentos importantes nele. Só não sei se eles serão suficientes para fazer com que ele seja o vencedor do Emmy.

Rankings:
1. James Gandolfini, “The Sopranos”
2. Hugh Laurie, “House”
3. James Spader, “Boston Legal”
4. Kiefer Sutherland, “24”
5. Denis Leary, “Rescue Me”

Quem vai ganhar? James Gandolfini, “The Sopranos”
Fique de olho em: James Spader, “Boston Legal” – o ator tem 100% de aproveitamento no Emmy, com 2 indicações e 2 vitórias – todas com o papel de Alan Shore. Será que ele ganha de novo?

Tuesday, September 11, 2007

Emmy 2007 - Lead Actress in a Comedy Series

Outstanding Lead Actress In A Comedy Series

Desperate Housewives • ABC • ABC Studios
Felicity Huffman as Lynette Scavo
Histórico no Emmy:
2 indicações e uma vitória como Best Actress in a Comedy Series (2005) pelo seu trabalho neste seriado.
Episódio: “Bang”
Felicity Huffman conquistou a indicação mais importante de “Desperate Housewives”, no Emmy 2007, por este que é o melhor episódio da terceira temporada do seriado. “Bang” gravita em torno de um mesmo tema: a traição (seja ela conjugal ou familiar) e a maneira pela qual as pessoas reagem a ela. Carolyn Bigsby (Laurie Metcalf, que estava indicada na categoria de Guest Actress in a Comedy Series pela sua participação neste seriado), após saber que seu marido a traía, invade o supermercado dele e toma os clientes como reféns. A trajetória de Lynette e de Carolyn se cruza quando a primeira se vê presa, dentro do supermercado, com Nora (Kiersten Warren), a mulher com quem seu marido Tom (Doug Savant) teve um caso – e uma filha – e com a qual ela vinha brigando constantemente, especialmente por causa dos constantes flertes entre os dois. Huffman está excelente – como sempre, aliás – neste episódio, mas, infelizmente, pode ser prejudicada, pois sua atuação é um pouco ofuscada pela fenomenal performance de Laurie Metcalf – que cometeu o gravíssimo erro de não indicar “Bang” na categoria em que foi indicada e, por isso, perdeu o Emmy ao qual concorria.

The New Adventures Of Old Christine • CBS • Kari’s Logo Here in association with Warner Bros. Television
Julia Louis-Dreyfus as Christine Campbell
Histórico no Emmy:
9 indicações ao Emmy e 2 vitórias – uma como Best Supporting Actress in a Comedy Series por “Seinfeld” (1996) e outra como Best Actress in a Comedy Series (2006) pelo seu trabalho neste seriado.
Episódio: “Playdate With Destiny”
Atual vencedora do Emmy, Julia Louis-Dreyfus é a única das atrizes indicadas nesta categoria a estar em uma sitcom tradicional. Se, no ano passado, ela foi considerada a grande zebra em sua categoria, Dreyfus volta com todo merecimento, devido ao crescimento criativo que “The New Adventures of Old Christine” mostrou nesta segunda temporada. Em “Playdate With Destiny”, a gente acompanha mais um capítulo do flerte proibido entre Christine e o Sr. Harris (Blair Underwood), o professor de Ritchie (filho de Christine). O flerte é proibido, pois a escola em que Ritchie estuda não permite que os professores e os pais tenham um relacionamento mais pessoal. A situação fica complicada quando, no Baile de Gala da escola, Ritchie ganha um encontro com o professor. Dreyfus é uma excelente comediante e nas cenas que se passam no Baile de Gala, ela e Wanda Sykes (que foi roubada de uma indicação ao Emmy de Guest Actress in a Comedy Series) dão um verdadeiro show. Um episódio essencialmente cômico e que coloca Dreyfus em uma posição privilegiada para brigar pelo seu segundo Emmy consecutivo nesta categoria.

30 Rock • NBC • Broadway Video, Little Stranger, in association with NBC Universal Television Studio
Tina Fey as Liz Lemon
Histórico no Emmy:
7 indicações e uma vitória (2002) como parte da equipe de roteiristas do programa “Saturday Night Live”
Episódio: “Up All Night”
Tina Fey é uma das líderes de indicações no Emmy 2007. Sozinha, ela tem 3 indicações – uma delas é esta na categoria de Lead Actress in a Comedy Series. “Up All Night” é um episódio simplesmente maravilhoso. No dia dos namorados, a equipe do programa TGS passa a noite toda acordada e trabalhando num novo episódio enquanto têm que lidar com seus próprios problemas. No caso particular de Liz Lemon, o que acontece com ela é o seguinte: ela recebe flores de um admirador secreto e vai atrás da identidade dele; e, como sempre, ela vai ter que tirar Jack Donaghy (Alec Baldwin, indicado ao Emmy de Lead Actor in a Comedy Series) das encrencas em que ele se mete. Tina Fey não tem muito o que fazer no episódio e, provavelmente, nem tem chances de vencer nesta categoria. As maiores chances de ela ganhar são na categoria de Writing in a Comedy Series – onde vai enfrentar outro líder de indicações, Ricky Gervais.

Ugly Betty • ABC • ABC Studios
America Ferrera as Betty Suarez
Histórico no Emmy
: Primeira indicação.
Episódio: “Pilot”
Assim como Alec Baldwin e Hugh Laurie, America Ferrera chega cheia de moral ao Emmy 2007, tendo em vista que venceu, somente neste ano, os prêmios Globo de Ouro e SAG na categoria de Lead Actress in a Comedy Series. O episódio piloto de “Ugly Betty” tem claras influências do filme “O Diabo Veste Prada”. Aqui, acompanharemos Betty Suarez no início da jornada em busca da realização de seu grande sonho: ser jornalista em uma grande revista. Ela arruma um emprego como assistente de Daniel Meade (Eric Mabius), o editor-chefe da revista “Mode”, mas sofre muito nas mãos dele e dos outros funcionários da empresa porque a sua imagem não é adequada ao mundo atual, em que a aparência é tudo. O que se destaca aqui, desde já, é a atuação marcante de America como Betty: o equilíbrio da timidez com o enorme carisma, os fortes valores familiares, a garra, a persistência e o enorme coração que ela deu para Betty. É impossível não gostar, torcer ou se emocionar com America e sua Betty. E, neste episódio, ela tem grandes momentos, mas o destaque maior é o ensaio fotográfico em que Betty tem que ser a modelo do dia. Uma cena de partir o coração. America Ferrera é a favorita absoluta ao Emmy de Lead Actress in a Comedy Series.

Weeds • Showtime • Showtime Presents in association with Lions Gate Television and Tilted Productions
Mary-Louise Parker as Nancy Botwin
Histórico no Emmy:
4 indicações e uma vitória na categoria de Best Supporting Actress in a Movie or Miniseries (2004) pela sua performance na minissérie “Angels in America”
Episódio: “Mrs. Botwin’s Neighborhood”
Uma das atrizes mais completas do momento, com trabalhos relevantes em cinema, teatro e televisão, Mary-Louise Parker volta ao Emmy pela sua performance como Nancy Botwin, a dona-de-casa que vive num subúrbio e que sustenta a família de uma forma peculiar: ao vender maconha. Em “Mrs. Botwin’s Neighborhood”, Nancy passa por alguns problemas: a namorada de seu filho Silas (Hunter Parrish) engravidou e a presença, na sua vizinhança, de uma família da Armênia que tira o seu sustento da mesma forma que ela. Parker tem duas grandes cenas: uma briga com Celia (Elizabeth Perkins, indicada ao Emmy de Supporting Actress in a Comedy Series) e o confronto com o pai da namorada de Silas. Mas, infelizmente, este é um episódio que a deixa com poucas chances de brigar pelo Emmy de Lead Actress in a Comedy Series.

Rankings:
1. America Ferrera, “Ugly Betty”
2. Felicity Huffman, “Desperate Housewives”
3. Julia Louis-Dreyfus, “The New Adventures of Old Christine”
4. Mary-Louise Parker, “Weeds”
5. Tina Fey, “30 Rock”

Quem vai ganhar? America Ferrera, “Ugly Betty” – não existe uma maneira para resistir a esta personagem e à performance sensacional de Ferrera.
Fique de olho em: Felicity Huffman, “Desperate Housewives” e Julia Louis-Dreyfus, “The New Adventures of Old Christine”. A primeira, pois, se ganhar, não será a primeira atriz de uma série de comédia a vencer com um episódio essencialmente dramático (Helen Hunt, Sarah Jessica Parker e Cynthia Nixon são alguns exemplos vitoriosos). A segunda, por ser a única indicada por uma sitcom tradicional – fato este que pode ajudá-la a vencer.

Monday, September 10, 2007

Emmy 2007 - Creative Arts e Lead Actor in a Comedy Series

No sábado, dia 08 de Setembro, aconteceu a entrega dos prêmios Creative Arts Emmy Awards, com as categorias que não se encontram no telecast principal da premiação. Na noite, algumas marcas importantes foram quebradas e favoritos declarados perderam, como:

- o reality show “American Idol” com a vitória conseguida na categoria de Technical Direction Special (pelo episódio “Idol Gives Back”) não pode mais se tornar o show mais perdedor da história do Emmy Awards.

- a comediante Kathy Griffin quebrou o favoritismo de “Extreme Makeover – Home Edition” e, com seu reality show “Kathy Griffin – My Life on the D List”, conquistou o Emmy de Best Reality Program.

- as maiores surpresas vieram nas categorias de Guest Actor and Actress in a Comedy and Drama Series. Três dos vencedores não eram os esperados. Ganharam: John Goodman, “Studio 60 on the Sunset Strip (Drama Series); Leslie Caron, “Law & Order: Special Victims Unit” (Drama Series); Stanley Tucci, “Monk” (Comedy Series) e Elaine Stricht, “30 Rock” (Comedy Series).

O maior vencedor da noite foi a rede HBO, com 15 prêmios; seguida pela CBS, que conquistou 12 estatuetas.

Dando continuidade ao nosso especial sobre o Primetime Emmy Awards 2007, vamos falar nesta semana que antecede o Emmy sobre as categorias principais de atuação (Ator e Atriz em séries de Comédia e Drama) e sobre as categorias de série de Comédia e Drama.

Outstanding Lead Actor In A Comedy Series

Extras • HBO • BBC and HBO Entertainment
Ricky Gervais as Andy Millman
Histórico no Emmy:
6 indicações e uma vitória como produtor do seriado “The Office” (2006)
Episódio: “Sir Ian McKellen”
Ricky Gervais é uma das mentes mais brilhantes da comédia inglesa atual. Depois de criar o seriado “The Office”, ele aparece com “Extras”, uma série que já contou com a participação de astros como Kate Winslet e Daniel Radcliffe. Em “Ian McKellen”, o convidado da vez é o aclamado ator inglês indicado ao Oscar pela sua performance em "Deuses e Monstros". Todo o episódio gira em torno do desconforto de Andy em atuar em uma peça com o Ian McKellen, em que eles irão interpretar uma história de amor entre dois homens. Como sempre acontece em todos os episódios da série “Extras”, o papel de Ricky Gervais é servir de plataforma para que suas estrelas convidadas brilhem. E Ian McKellen está sensacional neste episódio, pelo qual foi indicado na categoria de Guest Actor in a Comedy Series. Gervais tem mais chances na briga pelo Emmy na categoria de Writing in a Comedy Series.

Monk • USA • NBC Universal Television Studio in association with Mandeville Films and Touchstone
Tony Shalhoub as Adrian Monk
Histórico no Emmy:
5 indicações e três vitórias (2003, 2005, 2006) – todas pela sua performance neste seriado
Episódio: “Mr. Monk Gets a New Shrink”
Atual vencedor desta categoria, Tony Shalhoub está de volta pela sua interpretação de Adrian Monk, o detetive que tem transtorno obsessivo compulsivo. Em “Mr. Monk Gets a New Shrink”, o terapeuta de Monk (Stanley Kamel) decide se aposentar quando uma de suas funcionárias (Sara Sanderson) é assassinada. Como Monk não gosta de mudanças e não quer aceitar a idéia de ter que arranjar um novo médico, a melhor saída para ele é investigar o crime, na esperança de que seu terapeuta desista da aposentadoria. O melhor momento de Shalhoub acontece na primeira parte deste episódio – que, no geral, é muito chato.

The Office • NBC • Deedle-Dee Productions, Reveille, LLC, in association with NBC Universal Television Studio
Steve Carell as Michael Scott
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Business School”
É difícil de acreditar, mas Steve Carell ainda não ganhou um Emmy pela sua interpretação em “The Office”. Na sua segunda tentativa, ele submete “Business School”, um episódio que é centrado em uma palestra que Michael Scott dará na escola de administração aonde um de seus funcionários estuda. Nesse episódio, a gente verá algumas das facetas mais peculiares de Michael: o seu egocentrismo e a sua maneira única de “inspirar” seus funcionários. O episódio se perde numa trama boba paralela que coloca os funcionários de Michael lutando contra um morcego que apareceu no prédio. Mas, “Business School” vale a pena por todos os momentos em que Carell está na tela. Ele está sensacional.

30 Rock • NBC • Broadway Video, Little Stranger, in association with NBC Universal Television Studio
Alec Baldwin as Jack Donaghy
Histórico no Emmy:
6 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Hiatus”
Atual vencedor do Globo de Ouro e do SAG de Lead Actor in a Comedy Series, Alec Baldwin é indicado ao Emmy pela sua performance em “30 Rock”. O episódio que ele escolheu foi a season finale da primeira temporada do programa e o clima está totalmente tenso para Jack Donaghy. Com o astro do programa desaparecido e nas vésperas de seu casamento com Phoebe (Emily Mortimer), ele tem que lidar com as pressões que vêm de todos os lados. O episódio tem ótimos momentos, mas nenhum deles vem por obra de Alec Baldwin. Acho que, com um episódio desses, as chances dele vencer nesta categoria são mínimas.

Two And A Half Men • CBS • Chuck Lorre Productions, Inc., The Tannenbaum Company in association with Warner Bros. Television
Charlie Sheen as Charlie Harper
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Who’s Vod Kanockers”
Depois de um longo período de recuperação do vício em drogas, Charlie Sheen reencontrou o sucesso na televisão – primeiro com “Spin City” e, depois, com “Two and a Half Men”. Neste episódio, Alan (Jon Cryer) confronta Charlie sobre a maneira com que ele tem levado a vida desde que acabou o noivado com Mia (Emanuelle Vaugier). Isto faz com que Charlie finalmente conte a verdade para o irmão sobre o por quê de ele não ter se casado com Mia – fato que faz Alan se sentir extremamente culpado. Charlie Sheen está ótimo neste episódio, numa atuação sem exageros e que o coloca na posição de zebra da categoria de Lead Actor in a Comedy Series.

Rankings:
1. Steve Carell, “The Office”
2. Tony Shalhoub, “Monk”
3. Charlie Sheen, “Two and a Half Men”
4. Alec Baldwin, “30 Rock”
5. Ricky Gervais, “Extras”

Quem vai ganhar? Finalmente, Steve Carell, “The Office”
Fique de olho em: Tony Shalhoub, “Monk” e Alec Baldwin, “30 Rock” – que, mesmo com uma péssima escolha de episódio chega com pinta de favorito ao Emmy 2007.

Sunday, September 09, 2007

Licença Para Casar (License to Wed, 2007)

Em “Entrando Numa Fria”, comédia dirigida por Jay Roach, Ben Stiller interpreta um cara que, depois de encontrar a mulher de seus sonhos e pedi-la em casamento, vai passar pelo grande teste antes da cerimônia: conhecer os pais de sua noiva. Na realidade, esta se revelará uma situação particularmente difícil para o personagem de Stiller, que vai passar pelo pão que o diabo amassou nas mãos de seu sogro (Robert de Niro). No entanto, o filme tem uma moral até interessante: se o personagem de Stiller pode sobreviver ao sogro, não há nada que possa impedi-lo de ser feliz ao lado de sua noiva.

A comédia “Licença Para Casar”, do diretor Ken Kwapis, tem uma história bastante parecida com a de “Entrando Numa Fria”. Benjamin Murphy (John Krasinski, do seriado “The Office”) conhece Sadie Jones (Mandy Moore). Os dois se apaixonam, vão morar juntos e marcam a data do seu casamento. Sadie tem um sonho desde pequena: se casar na Igreja construída pelo seu avô e cujo reverendo, o Padre Frank (Robin Williams), é um homem que a conhece desde pequena. Frank aceita a tarefa de abençoar a união do casal com prazer, mas coloca uma condição para a cerimônia se realizar: os dois têm que passar em um curso de noivos desenvolvido por ele.

O curso tem um objetivo bastante interessante e coloca Ben e Sadie em situações do dia-a-dia, mas antecipando os acontecimentos que os dois enfrentarão como marido e mulher, como discussões por coisas bobas, a decisão do momento de ter o primeiro filho e como o nascimento de uma criança irá afetar a vida dele a dois, a construção da confiança mútua e, principalmente, o estabelecimento de uma união forte e sólida, que dure para sempre. O que Ben, principalmente, questiona é a metodologia do curso de noivos de Frank, que coloca o casal em situações que testam os seus limites e, na pior das hipóteses, mais causa o afastamento do que a aproximação.

O trabalho desenvolvido por Ken Kwapis – um diretor cujo maior sucesso no cinema foi o filme juvenil “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”, e é mais conhecido como o homem por trás de muitos episódios excelentes do seriado “The Office” (pelo qual está indicado ao Emmy 2007 de Melhor Direção em um Episódio de Comédia) – em “Licença Para Casar” é bom, tendo em vista que o filme é muito engraçado e se destaca positivamente na safra dos filmes de comédia de 2007. No entanto, fica a sensação de que o diretor poderia ter ousado mais, especialmente na escolha de seu par central. John Krasinski interpreta uma versão de Jim Halpert, seu personagem no seriado “The Office”. Já Mandy Moore interpreta, mais uma vez, a mocinha organizada, mas que acredita piamente no amor. Mesmo assim, os méritos vão todos para Kwapis na escalação de Robin Williams, como o Pastor Frank, e da revelação Josh Flitter (que interpreta um Pastor mirim, que tem Frank como mentor). É essa dupla inusitada que faz “Licença Para Casar” valer a pena.

Cotação: 8,0

Saturday, September 08, 2007

A Hora do Rush 3 (Rush Hour 3, 2007)

Os filmes de ação da série “A Hora do Rush” são alguns daqueles que possuem uma característica de megalomania. Dois astros de características opostas – o irritante Chris Tucker e Jackie Chan – são colocados em tramas que se passam em três grandes metrópoles mundiais (Los Angeles, Hong Kong e Paris). Em comum entre os três filmes, o fato de que as tramas põem o detetive James Carter (Tucker) e o Inspetor Chefe Lee (Chan) contra grandes grupos de mafiosos.

“A Hora do Rush 3” – que, assim como os outros filmes da série, é dirigido por Brett Ratner –, tem uma história que dialoga bastante com a do primeiro filme, que foi lançado em 1998. Neste, Carter e Lee tinham que investigar o seqüestro da filha do Embaixador Han (Tzi Man) pela Tríade Chinesa. Naquele, vemos Lee trabalhando na segurança particular do embaixador, quando ele está prestes a fazer um grande anúncio contra o combate ao crime organizado. Após Han sofrer um atentado, Lee promete à filha dele, a agora crescida Soo Yung (Jingchu Zhang), que irá descobrir quem está por trás do atentado ao pai dele – e, provavelmente, os culpados são, novamente, os membros da Tríade Chinesa.

O filme repete aqueles elementos que estavam presentes nos dois filmes anteriores da série “A Hora do Rush” e que dizem respeito ao tipo de relacionamento que se estabelece entre Carter e Lee. O primeiro, um cara completamente impulsivo e precipitado. O segundo, uma pessoa mais pensativa e que tenta agir no momento correto. No entanto, falta em “A Hora do Rush 3” aquilo que era uma das características mais interessantes da série: as falhas na comunicação entre Lee e Carter, e que tinham sido tão bem exploradas em “A Hora do Rush” e “A Hora do Rush 2”.

Não é nenhum exagero dizer que, tanto o diretor Brett Ratner, como os atores Chris Tucker e Jackie Chan devem suas carreiras aos filmes desta franquia. No que diz respeito ao filme “A Hora do Rush 3”, os três dão conta de seu recado. Ratner, com as ótimas cenas de ação. Tucker, com o seu lado comédia. E Chan, com suas lutas coreografadas de maneira perfeita. O problema maior de “A Hora do Rush 3” pode ser encontrado no elenco feminino da película. As três atrizes com papéis importantes no filme – além da já citada Jingchu Zhang, temos Noémie Lenoir (que interpreta Geneviéve, uma peça importante na investigação de Carter e Lee) e Youki Kudoh (que interpreta uma mulher com quem Jackie Chan trava uma luta) – são péssimas. Mas, será que isto é realmente um problema quando elas estão no filme somente para distrair os personagens principais com sua beleza?

Cotação: 5,3

Friday, September 07, 2007

Infância Roubada (Tsotsi, 2005)

O filme “Cidade de Deus”, do diretor Fernando Meirelles, marcou história no cinema brasileiro ao retratar, de forma documental, a ascensão de grupos criminosos na favela de Cidade de Deus. “Infância Roubada”, filme escrito e dirigido por Gavin Hood (que, ainda neste ano, estréia “Rendition”, seu primeiro filme em Hollywood), mostra que a realidade de miséria e violência não é própria das favelas cariocas. Elas também estão presentes nos bairros mais pobres da África do Sul – país aonde a trama do filme se passa.

As semelhanças entre “Cidade de Deus” e “Infância Roubada” não param por aí. Os dois filmes têm como personagens principais garotos que possuem uma vida sofrida desde muito cedo: ou cresceram em ambientes familiares desintegrados, ou foram criados em lares abusivos. Ao mesmo tempo, as tramas de ambos os filmes mostram que optar pela vida na criminalidade não é uma escolha covarde, e sim, em muitos casos, é a única saída que aqueles meninos possuem.

No caso particular de “Infância Roubada”, o roteiro do filme acompanha seis dias na vida de Tsotsi (Presley Chweneyagae, excelente), um jovem que, na companhia de seu grupo, obtém seu sustento através de pequenos roubos que faz em metrôs e residências. Quando encontramos Tsotsi, percebemos que ele está passando por uma fase de muita intolerância com suas vítimas – nunca se sabe se elas sairão vivas ou mortas dos “encontros” com o jovem. É justamente este pânico e nervosismo que Tsotsi apresenta frente às suas vítimas que vai acabar fazendo com que ele, após furtar o carro de uma mulher, não perceba que, no banco de trás do veículo, se encontra o filho recém-nascido dela. O que se segue a este acontecimento é uma jornada pessoal de Tsotsi – a qual o diretor Gavin Hood apresenta de maneira criativa, alternando flashbacks, com o tempo presente – em que ele reencontra, dentro de si, a esperança e o amor que andavam escondidos debaixo de tanta dor e revolta.

Baseado no livro do aclamado autor Athol Fugard, “Infância Roubada” ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2005, além de vários prêmios da crítica por um retrato contemporâneo da vida de jovens, que, repito, estão na África do Sul, mas poderiam ser encontrados em qualquer lugar do mundo subdesenvolvido. O trabalho executado pelo diretor Gavin Hood é impressionante – e é notado, especialmente, na última cena de “Infância Roubada”, que tem que ser uma das mais bem escritas, dirigidas e atuadas dos últimos anos.

Cotação: 10,0

Thursday, September 06, 2007

Emmy 2007 - Supporting Actress in a Drama Series

Outstanding Supporting Actress In A Drama Series

Brothers & Sisters • ABC • ABC Studios
Rachel Griffiths as Sarah Whedon
Histórico no Emmy:
3 indicações e nenhuma vitória.
Episódio: “Bad News”
Rachel Griffiths volta ao Emmy Awards depois de uma última temporada fantástica na série de TV “Six Feet Under” (não só ela, como todo o elenco do seriado de Alan Ball, merecia uma indicação pela temporada final da série). Sarah Whedon, personagem de Griffiths em “Brothers & Sisters”, passa por uma crise em seu casamento e, quando ela descobre da pior maneira possível que seu marido (John Pyper-Ferguson) beijou a sua irmã Rebecca (Emily VanCamp), o mundo dela desmorona. O melhor momento de Griffiths no episódio é a cena em que Sarah confronta o marido na cozinha e os dois têm uma discussão feia, falando coisas horríveis um para o outro. Cena esta que pode levar Rachel ao Emmy de Supporting Actress in a Drama Series.

Grey’s Anatomy • ABC • ABC Studios
Katherine Heigl as Isobel “Izzie” Stevens
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “Time After Time”
2007 foi, definitivamente, o ano de Katherine Heigl. Com um sucesso no cinema (a comédia “Ligeiramente Grávidos”) e mais uma temporada de boas performances em “Grey’s Anatomy”, ela vê seu esforço sendo recompensado não só com a indicação ao Globo de Ouro, como também com a citação dela entre as indicadas do Emmy de Supporting Actress in a Drama Series”. “Time After Time” é um dos melhores momentos de Heigl na terceira temporada do show. Neste episódio, quando Izzie não pode contar com seu melhor amigo George (T.R. Knight), ela recebe uma visita e um pedido inesperados. Sua filha – a qual ela deu para adoção – está internada com leucemia no Seattle Grace e precisa de um transplante de medula urgente. O episódio é bem emocionante, tem ótimos momentos, mas, infelizmente, não dá para a Heigl brigar pelo Emmy.

Grey’s Anatomy • ABC • ABC Studios
Chandra Wilson as Dr. Bailey
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Oh, the Guilt”
Atual vencedora do SAG de Best Actress in a Drama Series (quando bateu concorrentes de peso como Kyra Sedgwick), Chandra Wilson recebe a sua segunda indicação consecutiva ao Emmy pela sua performance como Miranda Bailey, no seriado “Grey’s Anatomy”. “Oh, the Guilt” tem um tema principal: a culpa. No caso de Miranda Bailey, a culpa vem do fato de que os outros médicos acham que, desde que ela teve o seu filho, ela relaxou no trabalho, permitindo que os acontecimentos trágicos que marcaram o fim da segunda temporada acontecessem. Para ilustrar isto, o caso de Bailey é o de uma mãe (Justina Machado, em uma participação especial) que culpa o filho recém-nascido pelo seu câncer de mama. Através dessa paciente, Bailey enxerga várias coisas: a mais importante é que é difícil – mas recompensador – conciliar maternidade com profissão. O melhor momento de Chandra no episódio é quando ela tenta convencer a sua paciente a fazer a mastectomia.

Grey’s Anatomy • ABC • ABC Studios
Sandra Oh as Cristina Yang
Histórico no Emmy:
3 indicações ao Emmy e nenhuma vitória
Episódio: “From a Whisper To a Scream”
Descoberta pela indústria no seu papel no queridinho da crítica “Sideways – Entre Umas e Outras”, Oh decidiu aproveitar o sucesso do filme ao embarcar no seriado “Grey’s Anatomy”. Em “From a Whisper To a Scream”, a Dra. Cristina Yang sofre com as conseqüências da decisão de ser cúmplice de Dr. Burke (Isiah Washington) no momento em que os dois decidiram que seria melhor esconder os tremores que ele estava sentindo em sua mão. A grande contradição que entra na mente de Cristina, uma pessoa extremamente competitiva, mas que tem sede de aprendizado; é que ela começa a questionar o fato de que o “trabalho em equipe” dela com Burke coloca em risco, não só a vida dos pacientes, como a carreira dos dois. Neste episódio, temos uma grande atuação de Sandra Oh, que faz a narração do episódio e conta com cenas sensacionais, que a deixam bem próxima do Emmy de Supporting Actress in a Drama Series.

The Sopranos • HBO • Chase Films and Brad Grey Television in association with HBO Entertainment
Aida Turturro as Janice Soprano
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória – todas pela sua performance neste seriado.
Episódio: “Soprano Home Movies”
Aida Turturro vem de uma família de atores. Prima de John Turturro, alcançou a fama com a interpretação de Janice Soprano. Neste episódio, Janice e Bobby convidam Tony e Carmela para passar um final de semana com eles na casa do lago e comemorar o 47º aniversário de Tony. Uma noite de bebedeira e de jogos termina mal. Aida Turturro foi esperta em escolher “Soprano Home Movies”, um episódio que é maravilhoso. Ela tem ótimo tempo em tela e boas cenas – sendo apoiada por ótimas interpretações de James Gandolfini, Edie Falco e Steve Schirripa. Mesmo assim, infelizmente, não dá para competir com Rachel Griffiths, sua companheira de “Sopranos”, Lorraine Bracco, e as meninas de “Grey’s Anatomy”.

The Sopranos • HBO • Chase Films and Brad Grey Television in association with HBO Entertainment
Lorraine Bracco as Dr. Jennifer Melfi
Histórico no Emmy:
4 indicações e nenhuma vitória – todas pela sua performance neste seriado.
Episódio: “The Blue Comet”
Foi preciso uma mudança de categoria para que Lorraine Bracco voltasse ao Emmy Awards pela sua performance como a Dra. Jennifer Melfi, a psicóloga de Tony Soprano. Teoricamente, “The Blue Comet”, talvez, não fosse a melhor escolha para ela, tendo em vista que Bracco tem pouquíssimo tempo em cena. No entanto, ao assistir o episódio, vemos que as duas cenas em que ela aparece são simplesmente sensacionais. Na primeira cena, ela está em um jantar com amigos terapeutas e presencia uma discussão sobre como os sociopatas se aproveitam da terapia. Na segunda (e seu melhor momento no episódio), a personagem de Bracco dispensa Tony Soprano (James Gandolfini) da condição de seu paciente. Ela não quer mais ser terapeuta dele, pois acredita que não poderá ajudá-lo. Bracco está fantástica e pode aparecer como uma zebra na categoria de Supporting Actress in a Drama Series.

Rankings:
1. Rachel Griffiths, “Brothers & Sisters”
2. Sandra Oh, “Grey’s Anatomy”
3. Chandra Wilson, “Grey’s Anatomy”
4. Lorraine Bracco, “The Sopranos”
5. Katherine Heigl, “Grey’s Anatomy”
6. Aida Turturro, “The Sopranos”

Quem vai ganhar? Sandra Oh, "Grey's Anatomy" - o Emmy viria coroar o trabalho excelente desta atriz, que é uma das mais constantes em "Grey's Anatomy"
Fique de olho em: Rachel Griffiths, "Brothers & Sisters" e Lorraine Bracco, “The Sopranos”, as quais estão doidinhas para estragar a festa de Oh.

Wednesday, September 05, 2007

Emmy 2007 - Supporting Actor in a Drama Series

Outstanding Supporting Actor In A Drama Series

Boston Legal • ABC • David E. Kelley Productions in association with Twentieth Century Fox Television
William Shatner as Denny Crane
Histórico no Emmy:
5 indicações e duas vitórias como Guest Actor in a Drama Series por “The Practice” (2004) e como Best Supporting Actor in a Drama Series por “Boston Legal” (2005)
Episódio: “Son of the Defender”
Denny Crane, definitivamente, é um personagem amado pela Academia de Artes e Ciências Televisivas. Em três oportunidades anteriores em que William Shatner foi indicado por este papel, ele saiu vencedor em duas. E “Son of the Defender” é um episódio feito sob medida para o Emmy. Denny Crane recebe, no seu escritório a visita do seu primeiro cliente, que foi absolvido da acusação de ter matado a mãe de Aaron Sears (Stephen Lee). Revoltado até hoje com os desdobramentos que o resultado do julgamento teve na sua família, Aaron toma todos como reféns e recria o julgamento do primeiro cliente de Denny. Durante a experiência, o advogado não só lembra do caso em si, como também do seu relacionamento com o pai e as razões que o levaram a querer ser um advogado. Uma boa performance de Shatner, mas, aqui, quem rouba a cena é o ator Stephen Lee, simplesmente sensacional.

Grey’s Anatomy • ABC • ABC Studios
T.R. Knight as George
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “Six Days (Parts 1 and 2)”
A indicação de T.R. Knight para o Emmy foi a maneira que a Academia teve para mostrar ao ator que está do seu lado em todo o imbróglio no qual ele foi envolvido neste ano. Em “Six Days”, George abandona um pouco a rotina de interno no Seattle Grace Hospital para cuidar do seu pai (George Dzundza, em uma participação especial) que passa por uma cirurgia delicada. Os acontecimentos que tomam lugar nas duas partes deste episódio vão marcar George e serão responsáveis diretas por decisões que ele irá tomar nos episódios seguintes da terceira temporada de “Grey’s Anatomy”. A performance de Knight é contida, como se ele estivesse o tempo todo escondendo seus verdadeiros sentimentos. De qualquer maneira, o melhor momento dele está na segunda parte do episódio, quando ele descobre o que aconteceu com seu pai na sala de cirurgia. Mesmo assim, acredito que Knight não é um dos favoritos para ganhar o Emmy de Supporting Actor in a Drama Series.

Heroes • NBC • Tailwind Productions in association with NBC Universal Television Studio
Masi Oka as Hiro Nakamura
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “Five Years Gone”
Masi Oka é o único ator da badalada série “Heroes” a ser reconhecido pelas premiações. Além da indicação ao Emmy, ele foi lembrado pelo Globo de Ouro na categoria de Supporting Actor in a Drama Series. Ao assistir a um episódio do seriado, fica difícil entender o por quê de tanto reconhecimento. Masi Oka não é um bom ator. “Five Years Gone” (o episódio escolhido por ele), para aqueles que não são acostumados com a história de “Heroes”, chega a ser muito confuso – o que pode prejudicá-lo bastante. Nele, Hiro viaja com seu amigo Ando (James Kyson Lee) para uma Nova York que se encontra cinco anos após a sua destruição total. Na cidade, Hiro se deparará com questões e outros personagens que podem ajudá-lo a evitar que o pior aconteça – no passado. Dificilmente, Masi Oka ganha o Emmy pela sua performance neste episódio.

Lost • ABC • ABC Studios
Michael Emerson as Ben
Histórico no Emmy:
Duas indicações e uma vitória – na categoria de Guest Actor in a Drama Series por sua participação em “The Practice” (2001).
Episódio: “The Man Behind the Curtain”
Ao lado de Juliet Burke (Elizabeth Mitchell, a maior injustiçada pelo Primetime Emmy Awards 2007 – como a melhor atriz coadjuvante em séries de drama do ano fica fora da lista de indicação ainda é inexplicável para muita gente), Benjamin Linus é um dos personagens mais interessantes criados pelos roteiristas de “Lost” desde que o seriado estreou. A interpretação de Michael Emerson é tão boa como o líder dos Outros que, na sua primeira temporada no elenco regular da série, ele já consegue sua indicação. Em “The Man Behind the Curtain”, nós somos apresentados ao passado de Ben e saberemos que o menino Ben era uma criança insegura; completamente diferente do adulto Ben, que é extremamente manipulador. Ao mesmo tempo, veremos que Ben e Locke (Terry O’Quinn, que também está indicado nesta mesma categoria) têm mais coisas em comum do que aparentam – os dois passaram pelo mesmo ritual de passagem na Ilha, ao se livrarem de duas pessoas que marcaram seu passado de uma maneira negativa. A performance de Emerson neste episódio é boa, mas não chega aos pés dos melhores momentos dele na terceira temporada de “Lost”.

Lost • ABC • ABC Studios
Terry O’Quinn as John Locke
Histórico no Emmy:
Duas indicações e nenhuma vitória.
Episódio: “The Man From Tallahassee”
John Locke é um dos personagens mais misteriosos e amados do seriado “Lost”. Ao longo de três temporadas, os telespectadores aprenderam que um acontecimento acabou com a vida de Locke: o transplante de rim que ele fez para ajudar ao seu pai (Kevin Tighe). Em “The Man From Tallahassee”, os roteiristas de “Lost” nos apresentam – finalmente – a razão por trás da paralisia de Locke. Neste episódio – que é fortíssimo em termos de ação – Terry O’Quinn tem uma performance estupenda. Além disso, ele ainda ajuda seu colega de categoria (Michael Emerson) que, em “The Man From Tallahassee”, está dez mil vezes melhor do que no episódio que ele mesmo submeteu. Uma performance que deixa O’Quinn brigando pelo Emmy de Supporting Actor in a Drama Series.

The Sopranos • HBO • Chase Films and Brad Grey Television in association with HBO Entertainment
Michael Imperioli as Christopher Moltisanti
Histórico no Emmy:
5 indicações e uma vitória (2004) – todas pela sua performance neste seriado.
Episódio: “Walk Like a Man”
Michael Imperioli é um dos elementos mais fortes de “The Sopranos”. Seu personagem, Chris, é um alcoólatra e drogado em recuperação. Em “Walk Like a Man”, ficamos sabendo que, por mais que seus parceiros de negócios valorizem a atitude que ele tomou ao decidir dar um basta no vício, eles reclamam bastante da distância de Chris, que não socializa mais com eles. A performance de Imperioli neste episódio é fantástica e a platéia sente o efeito bola de neve quando, não só a tentação de se sentar e beber com seus parceiros de negócios, como também a pressão de um de seus associados (que teima em roubar os negócios de seu sogro) começam a afetar a sobriedade e a sanidade de Chris.

Rankings:
1. Michael Imperioli, “The Sopranos”
2. Terry O’Quinn, “Lost”
3. William Shatner, “Boston Legal”
4. T.R. Knight, “Grey’s Anatomy”
5. Michael Emerson, “Lost”
6. Masi Oka, “Heroes”

Quem vai ganhar? Michael Imperioli, “The Sopranos”
Fique de olho em: William Shatner, “Boston Legal” – sim, Shatner é irritante. Sim, Denny Crane é um pé no saco. Porém, ele é um ator querido pela Academia de Artes e Ciências Televisivas e que interpreta um personagem que eles simplesmente adoram.

Tuesday, September 04, 2007

Emmy 2007 - Supporting Actress in a Comedy Series

Outstanding Supporting Actress In A Comedy Series

My Name Is Earl • NBC • Amigos de Garcia Production in association with 20th Century Fox Television
Jaime Pressly as Joy Turner
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Jump for Joy”
Jaime Pressly pode se considerar como a grande injustiçada do Emmy 2006. Indicada nesta mesma categoria, ela tinha o melhor episódio dentre as indicadas, mas acabou perdendo a estatueta para Megan Mullally, que vinha com o final de temporada de “Will & Grace”. Ela volta novamente, neste ano, buscando seu Emmy pelo retrato perfeito de Joy Turner, a ex-mulher encrenqueira e interesseira de Earl Hickey (Jason Lee). Em “Jump for Joy”, apesar do episódio se referir à personagem de Pressly em “My Name is Earl”, toda a história tem foco em Earl (Jason Lee, mais uma vez injustiçado pelo Emmy) e em como ele vai conseguir o dinheiro para a fiança de Joy, que se meteu em encrencas depois de roubar o caminhão de uma loja. Um erro fatal que custará o Emmy de Supporting Actress in a Comedy Series para a atriz.

The Office • NBC • Deedle-Dee Productions, Reveille, LLC, in association with NBC Universal Television Studio
Jenna Fischer as Pam Beesly
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “The Job”
Jenna Fischer virou uma das atrizes mais queridas de “The Office” pela apreensão existente em cima do possível romance entre a doce Pam e o bonitão Jim (John Krasinski). Ela chega ao Emmy graças ao episódio “The Job”, que, justamente, é mais um capítulo que trata do assunto Jim e Pam. O roteiro do episódio coloca Pam tendo que lidar com as conseqüências da sua declaração para Jim no último capítulo (ela disse que sentia falta da amizade dos dois) e com a possibilidade de Jim se mudar para NY ao ser promovido na empresa. A atuação de Fischer é contida e adequada ao momento que sua personagem está passando. A penúltima cena de “The Job” é um dos melhores momentos da temporada 2006-2007 e Fischer está excelente nela. Uma performance para brigar pelo Emmy de Supporting Actress in a Comedy Series.

Two And A Half Men • CBS • Chuck Lorre Productions, Inc., The Tannenbaum Company in association with Warner Bros. Television
Holland Taylor as Evelyn Harper
Histórico no Emmy:
4 indicações e uma vitória como Best Supporting Actress in a Drama Series por “The Practice” (1999).
Episódio: “The Sea is a Harsh Mistress”
Uma atriz experiente no trabalho na TV, Holland Taylor está de volta ao Emmy pelo seu retrato como Evelyn Harper, a mãe de Charlie (Charlie Sheen) e Alan Harper (Jon Cryer). Em “The Sea is a Harsh Mistress”, após passar por uma experiência de quase morte, Charlie recebe uma mensagem do pai: “cuide da sua mãe”, a quem ele e Alan meio que odeiam. O resultado é um almoço no dia seguinte entre Charlie, Alan e Evelyn. A segunda parte desse episódio, após a cirurgia de Evelyn, é sensacional do ponto de vista cômico – fato este que coloca Holland Taylor numa posição privilegiada para lutar pelo Emmy de Supporting Actress in a Comedy Series.

Two And A Half Men • CBS • Chuck Lorre Productions, Inc., The Tannenbaum Company in association with Warner Bros. Television
Conchata Ferrell as Berta
Histórico no Emmy:
3 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Repeated Blows to His Unformed Head”
Numa das indicações mais surpreendentes do Emmy 2007, Conchata Ferrell reaparece como um reflexo de todo o amor dispensado pela Academia de Artes e Ciências Televisivas ao seriado “Two and a Half Men”. No episódio “Repeated Blows to His Unformed Head” (o mesmo submetido por Jon Cryer), Berta recebe a visita da filha caçula Naomi (Sara Rue, numa participação especial), que está grávida. Berta não consegue acreditar como sua filha – que ela acreditava ter um futuro brilhante – se meteu numa roubada dessa. Com a ajuda de Charlie (Charlie Sheen), ela vai atrás do homem casado que engravidou sua filha. Ferrell tem as melhores tiradas cômicas do episódio e sua performance é boa.

Ugly Betty • ABC • ABC Studios
Vanessa Williams as Wilhelmina Slater
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “Don’t Ask Don’t Tell”
O Emmy corrigiu uma grande injustiça cometida pelos shows de premiações neste ano de 2007, ao indicar Vanessa Williams pela sua performance camp, exagerada e completamente viciante de Wilhelmina Slater. A vilã criada por Vanessa é um daqueles tipos que a gente ama odiar. Pena que Vanessa não retribui a gentileza do Emmy ao decidir escolher um episódio fraquíssimo para brigar pela estatueta. Quem assiste “Ugly Betty” regularmente, sabe que o grande sonho de Wilhelmina Slater é se transformar na editora-chefe da revista “Mode”. Quando a disputa de poder pela revista começa a se agravar entre os irmãos Daniel (Eric Mabius) e Alexis (Rebecca Romijn), Wilhelmina percebe que tem que mudar seu plano e decide dar em cima do poderoso Bradford Meade (Alan Dale). Se tivesse escolhido um melhor episódio, Vanessa seria uma das favoritas ao Emmy de Supporting Actress in a Comedy Series. Como ela não o fez, deve assistir de camarote à vitória de outra indicada.

Weeds • Showtime • Showtime Presents in association with Lions Gate Television and Tilted Productions
Elizabeth Perkins as Celia Hodes
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Pittsburgh”
Ao lado de Mary-Louise Parker e Justin Kirk, Elizabeth Perkins forma o trio de ferro por trás do seriado “Weeds”. Em “Pittsburgh”, season finale da segunda temporada do seriado, a personagem de Perkins, Celia, aparece bêbada em todas as cenas. Além disso, ela está em uma busca por Silas (Hunter Parrish), o filho mais velho de Nancy (Mary-Louise Parker), que roubou as suas câmeras de vigilância. A melhor cena dela é quando Celia confronta Nancy na cozinha. Ao escolher um episódio em que ela tem pouquíssimo tempo em cena, Perkins se retira da corrida pelo Emmy de Supporting Actress in a Comedy Series.

Rankings:
1. Holland Taylor, “Two and a Half Men”
2. Jenna Fischer, “The Office”
3. Conchata Ferrell, “Two and a Half Men”
4. Vanessa Williams, “Ugly Betty”
5. Jaime Pressly, “My Name is Earl”
6. Elizabeth Perkins, “Weeds”

Quem vai ganhar? Jenna Fischer, “The Office” – numa categoria em que não existe uma clara favorita, Jenna deve ganhar muito mais pela incompetência das favoritas na teoria, como Vanessa Williams e Jaime Pressly.
Fique de olho em: Holland Taylor, “Two and a Half Men” – ela tem o episódio mais engraçado entre as cinco indicadas e, além disso, é uma atriz querida pela Academia de Artes e Ciências Televisivas; e Conchata Ferrell, “Two and a Half Men” – ao lado de Vanessa Williams, a única atriz desta categoria que sabe mandar uma tirada cômica como ninguém.

Monday, September 03, 2007

Primetime Emmy Awards 2007

A 59a. entrega dos Primetime Emmy Awards só irá acontecer no dia 16 de Setembro, com apresentação de Ryan Seacrest (do programa "American Idol") e transmissão ao vivo da FOX (para os EUA) e do Sony Entertainment Television (para a América Latina) - com cobertura do tapete vermelho e do pre e post-shows no E! Entertainment Television.

O blog "Cinéfila por Natureza" vai dividir um pouco o espaço entre cinema e televisão nestas duas semanas que antecedem ao Emmy. Assistimos aos 44 episódios submetidos nas categorias de atuação em seriados para fazer uma análise completa sobre os indicados e suas chances na premiação. Para começar, nesta semana, falaremos das categorias de Ator e Atriz Coadjuvante em Séries de Drama e Comédia.

Outstanding Supporting Actor In A Comedy Series

Entourage • HBO • Leverage and Closest to the Hole Productions in association with HBO Entertainment
Kevin Dillon as Johnny Drama
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “The Ressurection”
Kevin Dillon foi uma das maiores surpresas na lista de indicados ao Emmy de Supporting Actor in a Comedy Series. Mais conhecido como o irmão de Matt Dillon, em “Entourage”, Kevin encontra seu brilho próprio neste ótimo seriado produzido por Mark Wahlberg
. Em “The Ressurection”, Johnny Drama está passando por um dia difícil. Seu novo trabalho acabou de ir ao ar e ele recebeu péssimas críticas por ele. Seus amigos tentam ajudá-lo, mas o que ele realmente quer é ficar sozinho. Surpreendentemente, este é um ótimo episódio, que conta com uma excelente atuação do Kevin Dillon. Vai desafiar um pouco o favoritismo de seu colega de elenco, Jeremy Piven.

Entourage • HBO • Leverage and Closest to the Hole Productions in association with HBO Entertainment
Jeremy Piven as Ari Gold
Histórico no Emmy:
3 indicações e uma vitória na categoria de Best Supporting Actor in a Comedy Series (2006) pela sua performance neste seriado.
Episódio: “Manic Monday”
Jeremy Piven, que era um coadjuvante de luxo em filmes e seriados de TV, descobriu o estrelato e o reconhecimento por sua performance em “Entourage”. Em “Manic Monday”, vemos que Ari Gold não é mais o mesmo desde que Vince Chase (Adrien Grenier) o demitiu. O personagem interpretado por Piven está emocional demais e não consegue ser a pessoa raivosa que era antes ou fazer uma coisa que ele fazia com a maior naturalidade antigamente, como demitir um funcionário. Ele quer voltar a ser ele mesmo e vai passar por uma segunda-feira louca. Uma performance excelente de Jeremy Piven, que o coloca numa posição privilegiada para lutar pelo seu segundo Emmy consecutivo nesta categoria.

How I Met Your Mother • CBS • Twentieth Century Fox
Neil Patrick Harris as Barney Stinson
Histórico no Emmy:
Primeira indicação.
Episódio: “Showdown”
A indicação de Neil Patrick Harris por sua performance em “How I Met Your Mother” era uma pedra cantada pelos críticos desde que o seriado estreou. No entanto, foi preciso duas temporadas do show para que a Academia o notasse. Enquanto os seus amigos estão envolvidos nos preparativos do casamento entre Lily (Alyson Hannigan) e Marshall (Jason Segel), Barney participa do famoso programa “The Price is Right”. O acontecimento é mais do que importante para Barney, que cresceu acreditando que seu pai é Bob Barker, o apresentador do programa. Os melhores momentos de Neil Patrick Harris vêm quando ele está participando do programa. Não acredito que este episódio seja suficiente para levar Neil ao Emmy.

The Office • NBC • Deedle-Dee Productions, Reveille, LLC, in association with NBC Universal Television Studio
Rainn Wilson as Dwight Schrute
Histórico no Emmy:
Primeira indicação
Episódio: “The Coup”
Rainn Wilson teve seu primeiro papel de destaque na TV ao interpretar um estranho sujeito que vinha trabalhar na funerária dos Fisher e acabava tendo um relacionamento muito próximo com Ruth (Frances Conroy) em uma das temporadas de “Six Feet Under”. Mas, foi só a partir da estréia de “The Office” que muita gente passou a notá-lo. Em “The Coup”, Dwight é um dos funcionários insatisfeitos com a liderança de Michael (Steve Carell). Encorajado por Angela (Angela Kinsey), que tem medo de que todos ali percam seus empregos, Dwight procura Jan (Melora Hardin) e tenta convencê-la a dar o cargo de Michael para ele. Rainn Wilson está excelente no episódio e tem ótimos momentos. Ele vem para brigar pelo Emmy de Supporting Actor in a Comedy Series.

Two And A Half Men • CBS • Chuck Lorre Productions, Inc., The Tannenbaum Company in association with Warner Bros. Television
Jon Cryer as Alan Harper
Histórico no Emmy:
2 indicações e nenhuma vitória
Episódio: “Repeated Blows to His Unformed Head”
Jon Cryer foi um ator de filmes juvenis na década de 80 e que voltou aos holofotes da indústria a partir do momento em que “Two and a Half Men” estreou. Em “Repeated Blows to His Unformed Head”, Alan revela um fetiche secreto: ele adora mulheres grávidas. Quando Naomi (Sara Rue, numa participação especial), a filha de Berta (Conchata Ferrell), aparece com uma barrigona para visitar a mãe, Alan fica doido e dedica todo o seu dia para ela. Cryer está bem no episódio, mas tem sua atuação ofuscada por Conchata Ferrell - a atriz que tem as melhores tiradas cômicas no episódio.

Rankings:
1. Jeremy Piven, “Entourage”
2. Rainn Wilson, “The Office”
3. Kevin Dillon, “Entourage”
4. Neil Patrick Harris, “How I Met Your Mother”
5. Jon Cryer, “Two and a Half Men”

Quem vai ganhar? Jeremy Piven, “Entourage”
Fique de olho em: Rainn Wilson, “The Office” - o único que pode acabar com o favoritismo absoluto de Piven nesta categoria.

Saturday, September 01, 2007

Paranóia (Disturbia, 2007)

O prólogo de “Paranóia”, suspense dirigido por D.J. Caruso (de “Roubando Vidas” e “Tudo Pelo Dinheiro”) é muito importante para o desenrolar do filme. Nele acompanhamos Kale Brecht (Shia LaBeouf, ótimo) em uma pescaria com seu pai (Matt Craven). Na volta para casa, os dois sofrem um acidente de carro, no qual o pai de Kale morre. Ao longo do ano seguinte, Kale – que dirigia o carro no momento do acidente – vai lidar com o sentimento de culpa e meio que se perde. Ele chega a ser preso por três vezes e vai passar as férias de Verão cumprindo três meses de prisão domiciliar.

É óbvio que para um adolescente como Kale, passar estes três meses dentro de casa seria um verdadeiro pesadelo. Mas, logo ele encontra uma maneira para se divertir: ele começa a observar a rotina de seus vizinhos e encontra um prato cheio nesse sentido: o vizinho de frente trai a esposa com a empregada, os garotos da casa de trás assistem filmes pornográficos escondidos da mãe. Entretanto, nenhum deles será tão intrigante para Kale quanto Mr. Turner (David Morse, excelente), o qual tem hábitos bastante estranhos e que coincidem exatamente com o de um assassino que vem aterrorizando a região – fato este que faz com Kale fique meio que obcecado com o homem para tentar provar que é ele o assassino que a polícia tanto procura.

Quando estreou nos cinemas dos Estados Unidos, foi até natural a comparação entre “Paranóia” e o clássico “Janela Indiscreta”, de Alfred Hitchcock. Afinal, os dois filmes tratam de um tema comum: a sensação de impotência de dois homens, que vêem algo sinistro acontecendo ao seu redor, mas, que por suas limitações, não podem fazer nada para mudar aquilo. No caso particular de “Paranóia” e de Kale, o filme adiciona um elemento de redenção, no sentido de que Kale (que não pôde evitar a morte do pai) tem uma segunda chance para salvar alguém que ele ama.

Em um filme como “Paranóia”, existem alguns elementos que são bastante importantes. O primeiro deles é o roteiro. O do filme, que é escrito por Christopher Landon e Carl Ellsworth é muito bom – e sabe equilibrar as situações leves com as de pura tensão. O segundo deles, é a direção – e nesse ponto, D.J. Caruso não compromete. O terceiro deles é o elenco. E o de “Paranóia” cumpre bem o seu papel. Desde Shia LaBeouf, passando por David Morse, até chegar aos coadjuvantes Carrie-Anne Moss (que interpreta a mãe de Kale), Sarah Roemer (que interpreta Ashley, a vizinha bonitona de Kale) e Aaron Yoo (que interpreta Ronnie, o melhor amigo de Kale) – todo mundo está bem.

Cotação: 7,2

Friday, August 31, 2007

Música: Carrie Underwood - "Carnival Ride"

Parece que foi ontem que Carrie Underwood saiu do Kodak Theatre, em Los Angeles, como vencedora da quarta temporada do programa "American Idol". No entanto, já se passaram três anos desde este dia. Ao longo destes anos, muita coisa mudou na vida de Carrie, sendo que a maior dela foi a possibilidade de se tornar conhecida em todo mundo e, é claro, poder ganhar a vida fazendo aquilo que ela mais gosta: cantando.

Com o seu primeiro álbum, "Some Hearts", que foi lançado em 2005, Carrie confirmou o seu nome como uma das novas estrelas do gênero country e conquistou a maioria dos prêmios possíveis distribuídos pela indústria, como o AMA, CMA, CMT, Billboard Music e, o mais importante deles, o Grammy de Artista Revelação. Além disso, provou ser uma artista de crossover enorme, conseguindo uma indicação ao Video Music Awards 2007, da MTV (emissora que não é muito aberta ao gênero country), e se transformando na Idol que mais vendeu discos até hoje - ultrapassando Kelly Clarkson (a vencedora da primeira temporada de "American Idol") e seu "Breakaway" (2004).

E é justamente com toda esta bagagem que Carrie Underwood espera manter a boa fase, ao enfrentar justamente o seu maior teste: o lançamento de seu segundo álbum, "Carnival Ride", no dia 23 de outubro. "Você entra nesse passeio que se chama vida, e é uma coisa louca que você não sabe aonde vai dar, mas embarca da mesma forma. Você faz o possível para tomar novas direções e para ir aonde você deseja chegar, mas tudo continua se movendo ao nosso redor. É por isso que "Carnival Ride" é o nome do meu novo álbum, porque descreve essa loucura maravilhosa em que a minha vida se transformou nos últimos dois anos", explica Carrie.

O primeiro single do álbum, "So Small" (que Carrie Underwood co-escreveu), estreou com sucesso nas rádios dos EUA - e já anda conquistando uma posição importante na parada da Billboard. A música mostra que Carrie vai tentar repetir a fórmula bem-sucedida de "Some Hearts": boas composições, produção caprichada e vocais poderosos. Tem tudo para dar certo.

Para escutar "So Small":



O clipe de "So Small" acaba de ser gravado, sob a direção de Roman White (o diretor de todos os clipes anteriores da Carrie), e deve estrear em duas semanas nos canais especializados.

"Carnival Ride" (2007)

Artista: Carrie Underwood
Gravadora: Arista
Para comprar o álbum, em sistema de pré-venda, clique
aqui.

Thursday, August 30, 2007

Operação Limpeza (Code Name - The Cleaner, 2007)

Desde a primeira cena de “Operação Limpeza”, do diretor Les Mayfield, o personagem Jake Rodgers (interpretado pelo comediante Cedric the Entertainer, que também produz o filme) só se mete em encrencas. Logo na abertura do filme, ele acorda em um quarto de hotel ao lado de um agente do FBI – que está morto. Em seguida, depois de fugir de Diane (Nicollette Sheridan, a Edie Britt do seriado “Desperate Housewives”), uma mulher que dizia ser sua esposa, ele se disfarça de dançarino holandês – e ainda tem que dar um show no mesmo hotel em que ele estava na cena de abertura de “Operação Limpeza”.

Mas, não é só em encrencas que Jake Rodgers irá se meter. Quando ele acorda no quarto de hotel, ele percebe que perdeu a memória. Sem ter o discernimento para saber quais são as pessoas que querem lhe ajudar ou lhe prejudicar, ele começa a refazer o seu itinerário do dia anterior para saber por quê tantas pessoas estão atrás dele. Para isto, ele terá a ajuda da garçonete Gina (Lucy Liu, também produtora executiva do filme), uma pessoa que – aparentemente – conhece detalhes profundos de sua rotina diária.

A impressão que fica para quem assiste ao filme “Operação Limpeza” é a de que a película tem um roteiro básico (que foi escrito por Robert Adetuyi e George Gallo), que coloca Jake Rodgers na posição de homem que luta contra um bocado de vilões para salvar o mundo; mas, a maioria de suas cenas, é o claro fruto de improvisações – fato que seria mais do que normal quando se têm em tela atores cômicos como Cedric the Entertainer, Niecy Nash e DeRay Davis. O problema é que estas improvisações são alguns dos piores momentos de “Operação Limpeza” – um filme que com um fiapo de roteiro, comediantes chatos e cenas altamente constrangedoras faz concorrência ferrenha com “Deu a Louca em Hollywood” pela briga de pior filme de 2007.

Cotação: 0,0

Tuesday, August 28, 2007

Estrada Maldita (Wind Chill, 2007)

Chega um determinado momento em qualquer filme de suspense/terror em que o herói ou a heroína alcançam um estado em que começam a se arrepender de ter tomado alguma decisão – a qual foi responsável por ter colocado-o (a) na situação de perigo que eles vivem nos filmes. Em “Estrada Maldita”, do diretor Gregory Jacobs, isto acontece logo no início, quando uma estudante de engenharia (Emily Blunt) se arrepende de ter pego uma carona para casa com um garoto (Ashton Holmes) que ela mal conhecia, ao invés de ter pego um ônibus.

Ainda no início de “Estrada Maldita”, a estudante comenta – pelo telefone – com uma amiga que já estava morrendo de tédio ao lado de seu companheiro de viagem. Quase que em seguida, este marasmo acaba. Após abastecerem o carro, o rapaz decide pegar um atalho para aproveitar a vista de uma estrada. Acontece que ele não previu que, minutos depois, ele se envolveria em um acidente de carro e ficaria preso, no meio do nada, com sua irritada “amiga”. As desgraças não acabam por aí: enquanto esperam amanhecer o dia para procurarem por um resgate, o casal começa a ser atormentado por uma série de criaturas que não chegam a ser assustadoras, mas estão ligadas a um misterioso acidente de carro que ocorreu no mesmo local há mais de cinqüenta anos.

“Estrada Maldita” é um filme muito ruim, com um roteiro que parece um episódio de quinta categoria do seriado “Arquivo X”. O diretor Gregory Jacobs, que é o encarregado da segunda unidade dos filmes de Steven Soderbergh (o qual é produtor executivo do filme, ao lado de seu parceiro na Section Eight, George Clooney), só prova algum tipo de talento na hora de arrancar boas interpretações de sua dupla de atores central. Tanto Emily Blunt, como Ashton Holmes estão ótimos em seus papéis – e é só por causa dos dois mesmo que o espectador vai conseguir agüentar assistir aos 90 minutos de “Estrada Maldita”.

Cotação: 1,0

Sunday, August 26, 2007

O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum, 2007)

Existe um elemento recorrente nos três filmes que formam a trilogia sobre o espião da CIA Jason Bourne (Matt Damon). Todos os personagens de todos os filmes estão em busca de algo e servem às suas próprias motivações. No caso particular de Jason Bourne, em “A Identidade Bourne”, do diretor Doug Liman, ele tenta descobrir quem ele é. Em “A Supremacia Bourne”, do diretor Paul Greengrass, Bourne deixa a sua primeira busca de lado e passa a ser motivado pela vingança – ele quer causar dor àqueles que mataram a sua namorada, Marie (Franka Potente). Já em “O Ultimato Bourne”, novamente sob a direção de Paul Greengrass, Jason Bourne espera fechar um ciclo para poder, enfim, viver em paz.

O filme parte de uma série de reportagens que Simon Ross (Paddy Considine, que esteve no belíssimo “Terra de Sonhos”) faz sobre a Operação Blackbiar (que substituiu a Operação Treadstone da qual Jason Bourne fazia parte), revelando toda a origem e a história de Jason Bourne após ele se transformar no alvo principal da CIA. É a partir das informações que o repórter consegue que Jason retoma toda a sua busca pela sua identidade, pela recuperação de sua memória. E, mais uma vez, ele irá se deparar com os mesmos oponentes de sempre em cenas que acontecem ao redor do mundo – mais precisamente nas cidades de Moscou, Londres, Turim, Tangier e Nova York.

“O Ultimato Bourne” reforça muitos dos elementos que assistimos nos dois filmes anteriores da série: um roteiro que não dá descanso à platéia, cenas de ação de tirar o fôlego, perseguições de veículos orquestradas com perfeição e o clima tenso – o qual é completamente enfatizado pela câmera de Paul Greengrass que se coloca no meio da ação, como se fosse uma personagem do filme, aproximando a platéia da busca de Bourne e dos obstáculos por ele enfrentados.

Mas, é claro que o filme também oferece elementos novos. O mais interessante deles é o personagem vivido pelo ator David Strathairn. Ele interpreta Noah Vosen, o diretor da poderosa divisão antiterrorismo da CIA e que tem carta livre para fazer o que bem entender com Jason Bourne – a quem ele considera uma ameaça tão ou mais letal aos EUA do que os terroristas da Al-Qaeda, por exemplo. É Vosen, talvez, o maior inimigo que Bourne teve que enfrentar nos três filmes da série e ele tem muito a ver com a busca principal dele.

“O Ultimato Bourne” é um filme que fecha - muito bem, por sinal - o ciclo da série. O que fica para aqueles que acompanharam a saga de Jason Bourne é a sensação de que a busca pela sua identidade já estava liquidada há muito tempo. Jason Bourne sempre soube quem ele era de verdade – ele tinha plena consciência de que era um homem que não matava por qualquer propósito; ele tem remorso e sentimentos conflitantes com o trabalho que tinha que desempenhar. A grande busca dele era tentar entrar em contato com o que ele tinha se transformado. Descobrir isto era o preço de sua liberdade. A questão que fica sem resposta e que, talvez, possa ser retomada em filmes futuros – não que haja a necessidade deles – é a seguinte: Jason Bourne algum dia vai ser livre para viver sua própria vida?

Cotação: 9,5

Crédito Foto: Yahoo! Movies

Friday, August 24, 2007

Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos e Blog de Ouro

O dia 23 de Agosto passa a ser uma data mais do que especial para todos aqueles que possuem blogs sobre cinema, afinal este é o dia que marca a fundação da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos, uma organização que tem como objetivo unir os blogueiros cinéfilos e mostrar que o trabalho que realizamos, em nossos respectivos blogs, é digno de muito valor e resultado do amor por um tema que é interesse comum entre todos nós: o cinema.

O ponto alto da Sociedade é a criação de um prêmio chamado Blog de Ouro, no qual os blogueiros cinéfilos vão se manifestar sobre o que de melhor foi produzido em cada ano, no cinema e na televisão.

Organizado por Otavio Almeida (do blog “
Hollywoodiano”), Vinícius Pereira (do “Blog do Vinícius”) e pela blogueira que vos fala, o Blog de Ouro é muito simples. A cada ano, o (a) blogueiro (a) vai fazer sua lista de cinco melhores em 19 categorias de cinema e 14 de televisão.

CINEMA
• MELHOR FILME • DIRETOR • ROTEIRO ORIGINAL • ROTEIRO ADAPTADO • ATOR • ATRIZ • ATOR COADJUVANTE • ATRIZ COADJUVANTE • ELENCO • ANIMAÇÃO • TRILHA SONORA • CANÇÃO • FOTOGRAFIA • DIREÇÃO DE ARTE • FIGURINO • MONTAGEM • MAQUIAGEM • EFEITOS VISUAIS • SOM

TV
• MELHOR SÉRIE (DRAMA) • MELHOR SÉRIE (COMÉDIA) • ATOR (DRAMA) • ATOR (COMÉDIA) • ATRIZ (DRAMA) • ATRIZ (COMÉDIA) • ATOR COADJUVANTE (DRAMA) • ATOR COADJUVANTE (COMÉDIA) • ATRIZ COADJUVANTE (DRAMA) • ATRIZ COADJUVANTE (COMÉDIA) • ELENCO (DRAMA) • ELENCO (COMÉDIA) • MELHOR EPISÓDIO (DRAMA) • MELHOR EPISÓDIO (COMÉDIA)

Os mais votados farão parte da lista de indicados e, a partir desta primeira etapa, começará uma nova votação, a qual resultará na lista de vencedores.

Contamos com a participação de todos os blogueiros cinéfilos. Se você quer fazer parte de nossa iniciativa, pode entrar em contato diretamente no site da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos, ou através do e-mail
ottavioalmeida@hotmail.com, deixando seu nome, o título do seu blog e seu endereço de e-mail.

Thursday, August 23, 2007

Estréia da 3a. Temporada de "The Closer" na TNT

A televisão norte-americana tem oferecido, nos últimos anos, às atrizes mais maduras, aquilo que o cinema tem lhes negado: a possibilidade de interpretar papéis desafiantes. Foi este o caso de Glenn Close, que, depois de uma temporada no seriado policial “The Shield”, estreou sua própria série, chamada “Damages”. Também é este o caso de Sally Field, que encabeça o excelente elenco de “Brothers & Sisters”. No entanto, Kyra Sedgwick pode se orgulhar de ter sido uma das primeiras a trocar a grande tela pela telinha.

No seriado “The Closer”, que ostenta o posto de programa da televisão paga mais assistido nos Estados Unidos em todos os tempos, Sedgwick interpreta a Deputy Chief Brenda Leigh Johnson, uma profissional que abandonou a cidade de Atlanta e foi para Los Angeles, a convite de seu ex-amante, para ser a líder de um esquadrão especializado em homicídios prioritários – que seriam aqueles crimes cuja resolução são prioridade máxima para a LAPD. Brenda é um prato cheio para qualquer atriz e Sedgwick a interpreta de uma maneira soberba e que passa pelo forte sotaque sulista (o jeito como ela fala o “thank you” já virou uma marca registrada de sua personagem) até à maneira como ela lida com os membros de seu esquadrão. Brenda é extremamente observadora e os roteiros de cada episódio de “The Closer” colocam a personagem resolvendo crimes que, de alguma forma, sempre acabam cruzando com elementos de sua própria vida.

Se na primeira temporada de “The Closer”, o tema principal era a adaptação de Brenda à nova cidade, ao novo posto e à sua nova equipe e a segunda temporada tratou da competição que passou a existir entre o Esquadrão de Homicídios Prioritários e o Departamento de Homicídios da LAPD; a terceira – que estréia neste sábado, dia 25 de Agosto, na TNT, no ingrato horário das 14hs. – falará sobre o corte no orçamento do Esquadrão de Homicídios Prioritários e vai aprofundar ainda mais a abordagem do relacionamento entre Brenda e Fritz.

No episódio que abre a terceira temporada de “The Closer”, “Homewrecker”, Brenda e sua equipe investigam um crime triplo: o de um casal e sua filha adolescente. O principal suspeito: Eric, o único filho do casal, que é encontrado com vida preso no sótão da residência de sua família. Nesta cena, Brenda interroga Eric e reencena um triplo homicídio usando dois copos plásticos. Impossível? Não para Brenda e sua excelente intérprete Kyra Sedgwick, que, pela segunda temporada de “The Closer”, ganhou o Globo de Ouro 2007 de Best Actress in a Drama Series e está indicada ao Emmy 2007 de Lead Actress in a Drama Series.



“The Closer”
Série
Onde: TNT
Quando: Sábados, às 14hs. Com reprise nas segundas-feiras, às 14hs.

Wednesday, August 22, 2007

Extermínio 2 (28 Weeks Later, 2007)

Em 2002, quando estreou nos cinemas de todo o mundo, o filme “Extermínio”, do diretor Danny Boyle, mostrou um grupo de jovens sob pressão, tendo que lutar pela sobrevivência em meio a uma Londres dominada por uma epidemia de zumbis. Cinco anos após a estréia do primeiro filme, Danny Boyle assume o posto de produtor e repassa a direção de “Extermínio 2”, para o diretor espanhol Juan Carlos Fresnadillo, que co-escreveu o roteiro do filme com Rowan Joffe e Jesús Olmo.

A trama de “Extermínio 2” se passa 28 semanas depois da de “Extermínio”. A epidemia de zumbis foi completamente controlada e, aos poucos, o Exército que serve de governo da Inglaterra começa a repovoar o país. A Dra. Scarlet (a atriz australiana Rose Byrne, de “Tróia”) recebe os habitantes de volta e demonstra preocupação com uma dupla de londrinos que só se salvou da epidemia, porque estavam em uma viagem escolar: os irmãos Tammy (Imogen Poots) e Andy (Mackintosh Muggleton) – aqueles que seriam os habitantes mais jovens do Reino Unido e que logo reencontram o pai Don (Robert Carlyle), um dos poucos sobreviventes da epidemia, mas que acabou perdendo a esposa Alice (Catherine McCormack).

Como bem reforçava a trama de “Extermínio”, mesmo com uma aparente calma ao seu redor, aqueles que estão livres da epidemia, nunca podem achar que estão salvos do perigo dos zumbis, afinal eles podem estar presentes em qualquer lugar e disfarçados em qualquer corpo. Quando a epidemia volta a acontecer, o Exército é obrigado a colocar em prática um plano de extermínio de todos os seres (saudáveis ou não). O que implica na luta da Dra. Scarlet – que conta com a ajuda do soldado Doyle (Jeremy Renner) – para preservar a vida de Tammy e Andy – que, o roteiro revela, podem ser peça fundamental para o encontro de uma cura para a epidemia de zumbis.

O diretor Juan Carlos Fresnadillo cria, com “Extermínio 2”, um filme agoniante, de sensações claustrofóbicas. Sua câmera – nas cenas de, digamos assim, maior ação – é esquizofrênica, tremida. A edição com cortes rápidos só reforça esta sensação. E o diretor consegue ser extremamente gráfico em todas as cenas, abusando da vontade de nos causar choque. Ao mesmo tempo em que cria este estilo visual no seu filme, ele destila uma série de influências, que passam desde, é claro, o primeiro “Extermínio”, por “Filhos da Esperança” até chegar “A Bruxa de Blair” (naquela que é, provavelmente, uma das melhores seqüências do filme).

Cotação: 3,0

Crédito Foto: Yahoo! Movies

Tuesday, August 21, 2007

Alpha Dog (Alpha Dog, 2007)

O filme “Alpha Dog”, que foi escrito e dirigido por Nick Cassavetes, apresenta uma série de antíteses. A primeira delas vem logo nos créditos iniciais do filme, quando escutamos uma versão belíssima da clássica música “Over the Rainbow”, cantada por Eva Cassidy, embalando uma série de vídeos caseiros, com imagens de crianças fazendo coisas comuns e aparentando ingenuidade. Logo em seguida, na primeira cena de “Alpha Dog”, vemos estes mesmos meninos – agora bem crescidinhos – exalando uma segurança, arrogância e nenhum ar ingênuo. Eles, na realidade, fazem agora parte de um grupo que trafica drogas sob a liderança de Johnny Truelove (Emile Hirsch).

Os garotos podem estar crescidos, mas falta a eles ainda muita maturidade. A trama criada por Nick Cassavetes define muito bem o perfil destes jovens – além de Johnny, temos em destaque, Tiko Martinez (Fernando Vargas), Frankie Ballenbacher (Justin Timberlake, ótimo), Elvis Schmidt (Shawn Hatosy), Bobby “911” (Alex Solowitz), Keith Stratten (Christopher Marquette), dentre outros. Eles são filhos de lares desfeitos e que foram criados sem qualquer imposição de limites. Os jovens não possuem noção clara de responsabilidade e agem, basicamente, pelo impulso. É justamente num desses rompantes que Johnny tem uma idéia que vai mudar para sempre o destino do grupo do qual faz parte. Para ter uma garantia de que vai receber uma dívida de drogas de Jake Mazursky (Ben Foster, excelente), ele decide seqüestrar o irmão mais novo dele, que se chama Zack (Anton Yelchin).

É a partir deste momento que entramos em contato com a segunda antítese presente em “Alpha Dog”. Zack, ao contrário dos outros garotos, vem de um lar sólido. Ele tem hora para chegar em casa e uma mãe (Sharon Stone) zelosa. Aos 15 anos, ele está começando a entrar naquela fase em que começa a se rebelar um pouco contra os cuidados paternos. Para ele, é um sonho tornado realidade estar ali em contato com aqueles jovens que fazem tudo aquilo que querem. Em outras palavras, Zack parece estar em uma colônia de férias, ao invés de estar sendo seqüestrado.

Baseado na história real de Jesse James Hollywood, um traficante que fez uma pequena fortuna na Califórnia e que foi preso em 2005, na praia de Saquarema, no Rio de Janeiro; “Alpha Dog” é um filme que analisa de maneira perfeita o estilo de vida inconseqüente que muitos jovens teimam em viver, enquanto seus pais – se enxergam isso – fingem não notar que nada de errado vai acontecendo à sua volta. Fica claro para quem assiste ao filme que o diretor e roteirista Nick Cassavetes, com a sua obra, não quer passar a mão em cima da cabeça de quem faz o tipo de coisa feita por Johnny Truelove e seu bando. E é justamente esta parcialidade o que mais prejudica “Alpha Dog”. Cassavetes explora muito bem seus atores e personagens jovens, mas se esquece daqueles que poderiam fornecer os momentos mais poderosos ao filme: os pais desses garotos.

Cotação: 7,0

Crédito Foto: Yahoo! Movies

Monday, August 20, 2007

Os Simpsons - O Filme (The Simpsons Movie, 2007)

Depois de 18 temporadas bem-sucedidas na televisão norte-americana, finalmente o seriado animado “Os Simpsons”, que foi criado por Matt Groening, recebe a sua adaptação cinematográfica. O filme, que é dirigido por David Silverman (que também foi o diretor de filmes como “Monstros S.A.” e “O Caminho Para El Dorado”), segue bem o caminho do seriado, que tem como objetivo fazer uma crítica ao estilo de vida da sociedade norte-americana. Ao mesmo tempo, o filme aprofunda aquela que é uma das marcas registradas da animação: a abordagem irônica de assuntos relacionados à moral e à atualidade.

Num mundo em que os cuidados com o meio-ambiente causam, cada vez mais, reflexões, a história de “Os Simpsons – O Filme” fala sobre a preocupação de Springfield com a poluição do rio principal da cidade. Quando Homer Simpson coloca os dejetos de seu porquinho de estimação no rio, toda a população da cidade é penalizada e Springfield é colocada sob isolamento e Homer e sua família – a esposa Marge e os filhos Bart, Lisa e Maggie – são declaradas personas non gratas na cidade. Acuados, os Simpsons fogem para o Alaska, aonde tentam começar nova vida. Mas, quando descobrem os planos diabólicos do dirigente da Agência Nacional de Meio-Ambiente do governo dos EUA para a cidade de Springfield, os Simpsons voltam à cidade para tentar sair da condição de vilões, e atingir a de heróis.

O tempo todo, “Os Simpsons – O Filme” brinca com a questão de que é um filme baseado em um seriado de TV. Somos deparados, logo no início do filme, com um questionamento de Homer: “quem irá querer assistir a um filme se pode ver o programa toda semana de graça na TV?”. A resposta é simples: quando se tem uma família como Os Simpsons, que brincam com elementos do nosso dia-a-dia, que são politicamente incorretos, que tiram uma onda com a chamada cultura pop, toda oportunidade de se assistir a algo novo deles é válida.

No caso de “Os Simpsons – O Filme”, a adaptação cinematográfica aprofunda alguns elementos da série: como a relação existente entre Bart e Homer, o espírito engajado de Lisa, a paciência e o amor de Marge. A única coisa que é meio diferente é que, no filme, os personagens coadjuvantes do seriado, como Montgomery Burns, o palhaço Krusty, Moe, Milhouse não possuem muito espaço na trama – com exceção do vizinho Ned Flanders, que tem até uma trama paralela bem interessante com Bart. O foco total é nos Simpsons, especialmente na figura cheia de contradições chamada Homer Simpson.

Cotação: 6,0

Crédito Foto: Yahoo! Movies

Saturday, August 18, 2007

Luzes do Além (White Noise 2 - The Light, 2007)

O suspense “Vozes do Além”, do diretor Geoffrey Sax, estreou nos cinemas em 2005 atingindo um relativo sucesso – e uma arrecadação geral de 55 milhões de dólares na bilheteria – ao contar uma história bem interessante: um viúvo chamado Jonathan Rivers (Michael Keaton) recebe mensagens da esposa falecida via EVP (Electronic Voice Phenomenom). As mensagens têm como objetivo alertar Jonathan sobre o perigo que outras pessoas estão passando de ter o mesmo destino trágico que ela. Ou seja, Jonathan tenta salvar a vida dessas pessoas.

A continuação “Luzes do Além”, do diretor Patrick Lussier (um habitual colaborador do diretor Wes Craven, um mestre do gênero de terror), utiliza essa mesma história, sendo que, no lugar do EVP temos as experiências de quase-morte, quando as pessoas são atraídas pela força de uma luz branca brilhante antes de serem ressuscitadas. No filme, Abe Dale (Nathan Fillion) é a versão de Jonathan Rivers. Ele tinha um casamento feliz com a esposa Rebecca (Kendall Cross), um ótimo relacionamento com o filho Danny (Joshua Ballard), até que os dois são assassinados por Henry Caine (Craig Fairbass).

Em seguida à morte de sua família, Abe chega à conclusão de que não vale a pena mais viver e tenta cometer suicídio, mas é salvo pela equipe médica. Ao viver uma experiência de quase-morte, ele passa a ter uma sensibilidade para enxergar quais as pessoas que estão próximas de sua morte. Talvez ao querer prevenir que outras pessoas passem pelo mesmo sofrimento que ele, Abe começa a evitar que suas premonições se tornem realidade – e é a partir desse momento que “Luzes do Além” começa a dialogar com “Premonição”, quando Abe percebe que nunca podemos enganar a morte. Mesmo que ele salve uma pessoa aqui, ele estará só adiando o inevitável destino que ela terá.

“Vozes do Além” mesmo tendo uma premissa interessante, era um filme completamente perdido dentro da própria trama criada pelo roteirista Niall Johnson. “Luzes do Além”, pelo contrário, tem uma trama que vai se desenvolvendo muito bem até chegarmos aos 10 minutos finais de filme, quando o último ciclo de salvações de Abe Dale termina. O diretor Patrick Lussier e o roteirista Matt Venne abusam um pouco do uso dos clichês e estragam o que poderia ser um filme bastante tenso e cheio de passagens realmente assustadoras.

Cotação: 3,8

Crédito Foto: E-Pipoca