Thursday, June 05, 2008

Ladrão que Rouba Ladrão (Ladrón que Roba a Ladrón, 2007)

A não ser no caso de filmes como “Onze Homens e um Segredo”, “Doze Homens e um Outro Segredo” e “Treze Homens e um Novo Segredo”, é muito difícil que um longa que fale a respeito do planejamento de um roubo tenha um pouco de senso de humor. “Ladrão que Rouba Ladrão”, do diretor Joe Menendez, está aí para colocar esta teoria à prova, já que seu roteiro (que foi escrito por JoJo Henrickson) mostra a arquitetura de um roubo através de uma mistura – bem-sucedida, diga-se de passagem – de ação, aventura e comédia.

O alvo do atrapalhado grupo de ladrões – o qual é formado por Alejandro Toledo (Fernando Colunga, o galã de novelas mexicanas como “Maria do Bairro” e “A Usurpadora”), Emilio Lopez (Miguel Varoni), Rafaela (Ivonne Montero), Miguelito (Oscar Torres), Rafa (Ruben Garfias), Anival Cano (Gabriel Soto) e Julio Miranda (JoJo Henrickson) – é Moctesuma Valdez (Saúl Lisazo, outro popular galã de novelas mexicanas), um famoso guru de infomerciais e que fez fortuna ao vender produtos de caráter duvidoso para sofridos imigrantes latinos.

Se tivéssemos que citar somente um ponto alto de “Ladrão que Rouba Ladrão”, teríamos que falar a respeito do roteiro de JoJo Henrickson, o qual faz um verdadeiro jogo conosco. O tempo todo temos a impressão de que o plano do grupo de ladrões tem tudo para dar errado – já que depende da instalação de uma greve na empresa de Moctesuma Valdez e de uma série de pequenas ações que devem acontecer de forma perfeita na noite em que o alvo do plano receberá o prêmio de Empresário Latino do Ano. Por mais que tenha uma primeira reviravolta bastante previsível, o roteiro do longa volta a nos surpreender perto do final, quando o filme entra por um caminho que tinha tudo para soar demagógico, mas que, após uma breve reflexão, acaba tendo tudo a ver com o inusitado grupo de ladrões que colocou tudo isso em prática em primeiro lugar.

Cotação: 7,0

Ladrão que Rouba Ladrão (Ladrón que Roba a Ladrón, EUA, 2007)
Diretor(es): Joe Menendez
Roteirista(s): JoJo Henrickson
Elenco: Fernando Colunga, Miguel Varoni, Saúl Lisazo, Ivonne Montero, Oscar Torre, Ruben Garfias, Gabriel Soto, Julie Gonzalo, JoJo Henrickson, Sonya Smith, Richard Azurdia, Jon Molerio, Eduardo Antonio Garcia, Rick Najera, Lidia Pires

Wednesday, June 04, 2008

Anúncio dos Indicados ao TCA Awards 2008

A Television Critics Association, que representa mais de 200 jornalistas que escrevem sobre a televisão nos Estados Unidos e no Canadá, anunciou no dia 02 de Junho os indicados à edição deste ano do TCA Awards, que homenageia o que de melhor foi produzido na televisão no ano corrente, além de reconhecer programas que deixaram uma bela herança ao meio.

Os grandes destaques da lista deste ano são os seriados “Mad Men” (AMC) e “The Wire” (HBO), que conseguiram 4 indicações cada um.

A lista completa de indicados ao TCA Awards 2008 é formada pelos seguintes programas e atores:

PROGRAM OF THE YEAR
"John Adams" (HBO)
"Lost" (ABC)
"Friday Night Lights" (NBC)
"Mad Men" (AMC)
"Ken Burns' The War" (PBS)
"The Wire" (HBO)

OUTSTANDING ACHIEVEMENT IN COMEDY
"30 Rock" (NBC)
"The Colbert Report" (Comedy Central)
"The Daily Show" (Comedy Central)
"Flight of the Conchords" (HBO)
"The Office" (NBC)

OUTSTANDING ACHIEVEMENT IN DRAMA
"Damages" (FX)
"Friday Night Lights" (NBC)
"Lost" (ABC)
"Mad Men" (AMC)
"The Wire" (HBO)

OUTSTANDING ACHIEVEMENT MOVIES, MINI-SERIES AND SPECIALS
"John Adams" (HBO)
"Masterpiece: Cranford" (PBS)
"Masterpiece: Jane Austen Collection" (PBS)
"Ken Burns' The War" (PBS)
"A Raisin in the Sun" (ABC)

OUTSTANDING NEW PROGRAM
"Breaking Bad" (AMC)
"Damages" (FX)
"Flight of the Conchords" (HBO)
"Mad Men" (AMC)
"Pushing Daisies" (ABC)

INDIVIDUAL ACHIEVEMENT IN COMEDY
Christina Applegate ("Samantha Who?")
Alec Baldwin ("30 Rock")
Stephen Colbert ("The Colbert Report")
Tina Fey ("30 Rock")
Ray Wise ("Reaper")

INDIVIDUAL ACHIEVEMENT IN DRAMA
Connie Britton ("Friday Night Lights")
Glenn Close ("Damages")
Paul Giamatti ("John Adams")
Jon Hamm ("Mad Men")
David Simon ("The Wire")

OUTSTANDING ACHIEVEMENT IN CHILDREN'S PROGRAMMING
"Curious George" (PBS)
"High School Musical 2" (The Disney Channel)
"Hannah Montana" (Disney Channel)
"Word Girl" (PBS)
"Yo Gabba Gabba" (Nickelodeon)

OUTSTANDING ACHIEVEMENT IN NEWS AND INFORMATION
"Alive Day Memories" (HBO)
"This American Life" (Showtime)
"Frontline" (PBS)
"Nimrod Nation" (Sundance Channel)
"Ken Burns' The War" (PBS)

HERITAGE AWARD
"M*A*S*H" (CBS)
"Roots" (ABC)
"Saturday Night Live" (NBC)
"Sesame Street" (PBS)
"The Wire" (HBO)

CAREER ACHIEVEMENT
James Garner
Lorne Michaels
Bill Moyers
William Shatner
Mike Wallace

A entrega dos prêmios acontecerá no dia 19 de Julho de 2008, em Los Angeles, dois dias após o anúncio dos indicados ao Primetime Emmy Awards 2008.

Tuesday, June 03, 2008

As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian (The Chronicles of Narnia - Prince Caspian, 2008)

Quando foram transportados, pela primeira vez, ao mundo de Nárnia, os irmãos Pevensie – Lucy (Georgie Henley, que continua sendo a melhor personagem e atriz da série), Edmund (Skandar Keynes), Peter (William Moseley) e Susan (Anna Popplewell) – encontraram um local muito bonito e mágico no qual as árvores dançavam e os animais falavam. Na realidade, tanta beleza escondia a verdadeira característica de Nárnia: a localidade é marcada por uma disputa de poder ferrenha, caracterizada por batalhas duras e sangrentas.

A trama de “As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian”, mais uma vez sob a direção de Andrew Adamson, acontece um ano após o término do que assistimos em “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”. No entanto, se formos considerar o tempo de Nárnia, faz mais de mil anos que os irmãos Pevensie não pisam no local. Portanto, na segunda vez em que eles são transportados para Nárnia, os irmãos vão se deparar novamente com um domínio político intransigente e com a missão de livrar os habitantes do local do governante que tanta dor e discórdia lhes trouxe.

Após o nascimento de seu primeiro filho, o Lorde Miraz (Sergio Castellitto) decide assassinar o seu sobrinho (e herdeiro do trono de Nárnia), Príncipe Caspian (Ben Barnes). Ao descobrir o plano, o mentor do Príncipe pede para que ele fuja. Ao se deparar com a verdadeira realidade do seu reino, Caspian toma a resolução de retomar seu lugar no comando de Nárnia. E é aí que entram os irmãos Pevensie, que irão ajudar o Príncipe a lutar contra as tropas reunidas por Miraz e seus aliados.

Assim como aconteceu com “As Crônicas de Nárnia – O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, o ponto alto de “As Crônicas de Nárnia – Príncipe Caspian” é a parte técnica do filme. Os trabalhos de direção de arte, de figurinos, de trilha sonora e de efeitos visuais podem muito bem ser considerados ao Oscar 2009. No entanto, o filme peca um pouco no roteiro – que foi escrito por Andrew Adamson, Christopher Markus e Stephen McFeely com base na obra do escritor C.S. Lewis. Personagens novos como o Príncipe Caspian e Lorde Miraz são muito mal desenvolvidos e o filme falha em explicar alguns dos detalhes importantes da obra, como a ausência de Aslan (o leão dublado por Liam Neeson) em boa parte da trama e, principalmente, no final, quando indica os caminhos que a franquia irá seguir em filmes futuros.

Cotação: 7,5

As Crônicas de Narnia – Príncipe Caspian (The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, Inglaterra, EUA, 2008)
Diretor(es): Andrew Adamson
Roteirista(s): Andrew Adamson, Christopher Markus, Stephen McFeely (com base na obra de C.S. Lewis)
Elenco: Ben Barnes, Georgie Henley, Skandar Keynes, William Moseley, Anna Popplewell, Sergio Castellitto, Peter Dinklage, Warwick Davis, Vincent Grass, Pierfrancesco Favino, Cornell John, Damián Alcázar, Alicia Borrachero, Simón Andreu, Predrag Bjelac

Monday, June 02, 2008

A Vida é Dura (Walk Hard - The Dewey Cox Story, 2007)

Os filmes que retratam a vida de grandes nomes da música já se tornaram parte de um gênero próprio. Na maior parte das vezes, os roteiros desses longas possuem uma mesma estrutura e nos mostram a vida desses astros começando com a infância deles. Se eles passaram por algum trauma nesse período (como foi o caso de Ray Charles e de Johnny Cash), vemos como esse momento foi determinante para a vida deles. Aí, assistimos ao tortuoso caminho até o alcance da fama e como eles se entregam às tentações da estrada, sacrificando seus relacionamentos pessoais. E terminamos com o momento da redenção do artista. No entanto, um ponto é principal nesse tipo de filme: o legado musical daquele que é retratado.

No show business, se você é alvo de alguma sátira, é porque algo está dando muito certo. Então, se as cinebiografias dos músicos possuem um bom prestígio e atraem a atenção das premiações, por quê não fazer uma sátira brincando com esse tipo de filme? Foi justamente isso que fez o diretor Jake Kasdan (filho de Lawrence Kasdan), que ao lado do aclamado Judd Apatow, escreveu o roteiro de “A Vida é Dura”, longa que conta a história de Dewey Cox (John C. Reilly, que foi indicado ao Globo de Ouro 2008 de Melhor Ator num Filme de Comédia ou Musical pela sua performance nesta obra), um cantor que é uma mistura de Ray Charles e Johnny Cash e que, com seu rock espiral e dançante, criou músicas que marcariam uma época.

O roteiro de Jake Kasdan e Judd Apatow segue bem a cartilha do gênero e mostra Dewey Cox como um menino de infância sofrida, que perdeu o irmão (Chip Hormess) cedo, e que tinha um relacionamento muito difícil com o pai (Raymond J. Barry). Dewey casou-se com a namoradinha de infância (Kristen Wiig, do “Saturday Night Live”), mas, ao encontrar a fama e as tentações da vida em turnê, se entregou totalmente ao uso de drogas e às muitas mulheres – especialmente ao amor de sua backing vocal Darlene (Jenna Fischer, do seriado “The Office”), que se tornaria a sua segunda esposa. Dewey experimentou todos os tipos de altos e baixos na sua carreira, mas conseguiu sair incólume disso tudo se tornando um ícone de uma geração.

“A Vida é Dura” é um filme que se apóia no carisma e no talento de seu ator principal, John C. Reilly. Ele está em quase todas as cenas do filme e tenta fazer o que pode com o material que lhe foi entregue. No entanto, nem ele consegue salvar o longa de ser uma obra que não consegue cumprir o seu objetivo principal. O problema de “A Vida é Dura” é que o roteiro de Jake Kasdan e Judd Apatow não consegue colocar uma coerência no todo da vida de Dewey Cox. Nesse caso, ao assistir ao filme, é bom ignorar esse fato, tentar rir um pouco com as músicas do cantor (especialmente com a maravilhosa “Let’s Duet”) e apreciar as participações especiais de Jack White, Eddie Vedder (!!!!!), Jewel e Lyle Lovett.

Cotação: 3,0

A Vida é Dura (Walk Hard: The Dewey Cox Story, EUA, 2007)
Diretor(es): Jake Kasdan
Roteirista(s): Judd Apatow, Jake Kasdan
Elenco: John C. Reilly, Jenna Fischer, Raymond J. Barry, Margo Martindale, Kristen Wiig, Chip Hormess, Conner Rayburn, Tim Meadows, Chris Parnell, Matt Besser, David Krumholtz, Nat Faxon, Terrence Beasor, David 'Honeyboy' Edwards, Gerry Black

Vencedores do MTV Movie Awards 2008

Após uma noite que contou com a apresentação do comediante Mike Myers e as performances musicais de Coldplay e Pussycat Dolls, ficamos sabendo quais foram os vencedores do MTV Movie Awards 2008, prêmio promovido pelo canal especializado em música e entretenimento e cuja marca maior é o bom-humor.

A lista completa dos contemplados com o troféu que é uma réplica de um balde de pipocas está aqui:

Best Movie
Transformers

Best Male Performance
Will Smith, “I Am Legend”

Best Female Performance
Ellen Page, “Juno”

Best Villain
Johnny Depp, “Sweeney Todd – The Demon Barber of Fleet Street”

Best Comedic Performance
Johnny Depp, “Pirates of the Caribbean – At World’s End”

Best Fight
Sean Faris vs. Cam Gigandet -- "Never Back Down"

Best Kiss
Briana Evigan and Robert Hoffman -- "Step Up 2 The Streets"

Breakthrough Performance
Zac Efron, “Hairspray”

Best Summer Movie So Far
“Iron Man”

MTV Generation Award
Adam Sandler

A MTV Brasil deve transmitir o MTV Movie Awards 2008 ainda neste mês.

Friday, May 30, 2008

Divulgado o Trailer de "Burn After Reading"

Após conquistarem 4 Oscars (dos quais 3 foram em categorias principais como Melhor Filme, Diretor e Roteiro Adaptado) com o filme “Onde os Fracos Não Têm Vez”, os irmãos Joel e Ethan Coen lançam, no dia 12 de Setembro de 2008 (nos Estados Unidos), mais uma nova obra cinematográfica. “Burn After Reading” não segue o tom denso do longa anterior dos irmãos Coen, já que é uma comédia ao estilo de “O Amor Custa Caro” e “E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?”.

O filme se apóia na seguinte premissa: um CD contendo memórias de um agente da CIA cai nas mãos de dois empregados de uma academia de ginástica. Sabendo da importância do material que possuem, os dois inescrupulosos homens tentam vender o objeto. O roteiro (que também foi escrito pelos irmãos Coen) atraiu a atenção de grandes nomes hollywoodianos, como Brad Pitt, George Clooney, Tilda Swinton, Frances McDormand e Richard Jenkins.

O trailer de “Burn After Reading” foi liberado hoje e pode ser visto aqui:


Thursday, May 29, 2008

Persépolis (Persepolis, 2007)

Já faz muito tempo que os filmes de animação deixaram de ser um programa somente para as crianças. “Persépolis”, longa francês dirigido por Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi, faz uma crônica sobre a situação política do Irã (indo do final da década de 70 até o início dos anos 90), um país que tem uma posição geográfica estratégica na região em que está situado, mas que tem uma história de disputa de poder muito complicada. Tudo isso nos é mostrado sob o ponto de vista de uma família, especialmente através do olhar de Marjane Satrapi (dublada por Chiara Mastroianni), a filha única de um casal culto (a mãe é dublada por Catherine Deneuve) e neta adorada pela avó (dublada por Danielle Darrieux).

Por causa disso, podemos dizer que “Persépolis” é um filme que fala muito sobre a perda da inocência. Quando encontramos Marji pela primeira vez, ela é uma menina de oito anos que, nas suas próprias palavras, usa roupas da Adidas, tem Bruce Lee como ídolo e sonha em ser uma profetisa do futuro para, assim, poder salvar o mundo. No entanto, a situação política do seu país é um verdadeiro caos. O xá – e seu regime brutal – está prestes a ser deposto e toda esta realidade lhe é explicada pelo seu pai (dublado por Simon Abkarian) e pelo seu tio, que foi um ex-prisioneiro político.

Saber desses detalhes irá mudar a vida de Marjane, que se torna uma criança preocupada com o mundo ao seu redor, com suas responsabilidades e, principalmente, com seu modo de pensar. Na medida em que se tem a entrada da Nova República Islâmica, com seus “Guardiões da Revolução”, viver no Irã fica cada vez mais perigoso e seus pais decidem enviá-la para a Áustria. E é a partir daí que vemos Marji passar por um processo de amadurecimento, o qual vai ser marcado pela tentativa dela de encontrar seu lugar e seu papel no meio de tudo isso.

Todos estes elementos já são uma prova mais que concreta de que “Persépolis” não é um típico filme de animação. Baseado nos quadrinhos autobiográficos da própria Marjane Satrapi, o filme tem uma técnica muito interessante e cada frame que vemos em tela poderiam ser figuras de um livro ou estampas de uma camiseta. A história de vida de Marji nos é apresentada com muito bom-humor e é justamente isso que faz com que a gente crie uma empatia tão grande com “Persépolis”, um filme verdadeiramente único dentro de sua própria proposta.

Cotação: 9,0

Persépolis (Persepolis, França, EUA, 2007)
Diretor(es): Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi
Roteirista(s): Vincent Paronnaud, Marjane Satrapi
Elenco: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Danielle Darrieux, Simon Abkarian, Gabrielle Lopes, François Jerosme, Arié Elmaleh, Mathias Mlekuz, Jean-François Gallotte, Stéphane Foenkinos, Tilly Mandelbrot, Sean Penn, Gena Rowlands, Iggy Pop

Wednesday, May 28, 2008

Divulgado o trailer de "He's Just Not That Into You"

Quando você dá uma olhada na premissa do filme "He's Just Not That Into You", do diretor Ken Kwapis ("Quatro Amigas e um Jeans Viajante"), você pensa que o longa pode se tratar de tudo, menos de uma comédia romântica. Baseado no best-seller escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo, o filme se passa na cidade de Baltimore e segue uma história em que encontramos vários personagens que irão nos mostrar os desafios de se tentar compreender o comportamento humano.

Desde que foi anunciada a produção de "He's Just Not That Into You", o filme surpreendeu pela quantidade de bons atores que foram atraídos ao projeto. Além da produtora Drew Barrymore, participam do longa: Ginnifer Goodwin (do seriado "Big Love" e que alguns apostam se transformará em uma estrela após o lançamento desta obra), Scarlett Johansson, Jennifer Aniston, Justin Long, Jennifer Connelly, Ben Affleck, Bradley Cooper, Kevin Connolly, Kris Kristofferson, dentre outros.

O filme estréia no dia 24 de Outubro, nos Estados Unidos, e o trailer pode ser conferido aqui:

Tuesday, May 27, 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, 2008)

Mais do que um competente professor e arqueólogo, Henry Jones Jr. (Harrison Ford), o qual é mais conhecido como Indiana Jones, poderia ser definido como um homem de muita sorte. Afinal, durante suas jornadas ao redor do mundo em busca de artefatos raros, ele enfrentou – com muita coragem e algum afobamento, diga-se de passagem – um verdadeiro exército de inimigos e conseguiu sair somente com alguns arranhões de todos esses encontros.

Na cena de abertura de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, a aguardada quarta aventura protagonizada pelo personagem, encontramos Indy no ano de 1957 (ou seja, no meio da Guerra Fria). Ao lado do parceiro George “Mac” McHale (Ray Winstone), ele é prisioneiro dos soviéticos – que estão sob a liderança da Dra. Irina Spalko (Cate Blanchett). Após uma grande cena de ação, Indiana consegue escapar ileso e pronto para começar mais um novo capítulo de sua história.

Os soviéticos e Indiana Jones estão interessados numa mesma coisa: uma caveira de cristal que indica o caminho para uma cidade escondida, a qual, por sua vez, guarda a chave para o conhecimento pleno. Indy acaba entrando nessa busca graças ao convite que lhe é feito pelo impetuoso jovem Mutt Williams (Shia LaBeouf). Acontece que a mãe de Mutt, a velha conhecida do arqueólogo Marion Ravenwood (Karen Allen), e um amigo de Indiana, o professor Oxley (John Hurt), foram presos pelos soviéticos e eles precisam resgatá-los.

Assim como aconteceu nos outros filmes da série, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” se destaca pelo primor técnico – prestem atenção ao detalhe do trabalho da direção de arte e de figurinos. Além disso, o diretor Steven Spielberg mostra toda a sua competência nas excelentes cenas de ação e na boa direção que faz do ótimo grupo de atores que conseguiu reunir para o projeto. No entanto, o longa tem um defeito que acaba sendo enorme: a trama escrita por David Koepp com base na história desenvolvida por George Lucas e Jeff Nathanson nunca chega a decolar. Ou seja, o filme não consegue empolgar a platéia.

Cotação: 7,0

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, EUA, 2008)
Diretor(es): Steven Spielberg
Roteirista(s): David Koepp (com base na história de George Lucas, Jeff Nathanson)
Elenco: Harrison Ford, Cate Blanchett, Karen Allen, Shia LaBeouf, Ray Winstone, John Hurt, Jim Broadbent, Igor Jijikine, Dimitri Diatchenko, Ilia Volok, Emmanuel Todorov, Pavel Lychnikoff, Andrew Divoff, Veniamin Manzyuk, Alan Dale

Monday, May 26, 2008

O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor, 2008)

Em 1997, após vários fracassos de crítica e de bilheteria, a atriz Julia Roberts voltou à lista das grandes estrelas de Hollywood por causa de um filme sem pretensões chamado “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, do diretor australiano P.J. Hogan. No longa, Roberts interpretava uma mulher que, depois de anos sem encontrar seu melhor amigo (Dermot Mulroney), recebe um contato dele anunciando o casamento com uma mulher (Cameron Diaz) aparentemente perfeita. Como a personagem de Roberts sempre foi apaixonada pelo melhor amigo, decide aproveitar a proximidade do posto que irá exercer (madrinha da noiva) para tentar desmarcar a união.

A obra “O Melhor Amigo da Noiva”, do diretor Paul Weiland, é quase que um plágio dessa idéia. O milionário bon-vivant Tom (Patrick Dempsey, do seriado “Grey’s Anatomy”) é o melhor amigo, há mais de dez anos, da adorável Claire (Michelle Monaghan). Quando ela viaja a trabalho para a Escócia, Tom se descobre apaixonado pela amiga e decide contar a verdade para Claire quando ela voltar. No entanto, a surpresa vem quando a garota volta da Escócia de casamento marcado com Colin McMurray (Kevin McKidd, do seriado “Rome”), um homem rico e de uma família de duques. Assim como a personagem de Julia Roberts, em “O Casamento do Meu Melhor Amigo”, Tom servirá de “madrinha” da noiva e vai tentar acabar com o casamento a qualquer custo.

O roteiro de Adam Sztykiel, Deborah Kaplan e Harry Elfont, apesar de claramente influenciado pelo filme de P.J. Hogan, adiciona um elemento totalmente original a esta trama. No decorrer de “O Melhor Amigo da Noiva”, encontraremos várias piadas que fazem algum tipo de referência sexual – desde o começo com a festa a fantasia em que "Bill Clinton" vai atrás da sua "Monica Lewinsky" até chegar às brincadeiras a respeito da sexualidade da “madrinha” Tom. E o melhor de tudo é que o filme nunca cai na baixaria. Tudo é apresentado de uma maneira muito sutil.

Cotação: 6,5

O Melhor Amigo da Noiva (Made of Honor, EUA, Inglaterra, 2008)
Diretor(es): Paul Weiland
Roteirista(s): Adam Sztykiel, Deborah Kaplan, Harry Elfont
Elenco: Patrick Dempsey, Michelle Monaghan, Kevin McKidd, Kadeem Hardison, Chris Messina, Richmond Arquette, Busy Philipps, Whitney Cummings, Emily Nelson, Kathleen Quinlan, Selma Stern, Sydney Pollack, James Sikking, Kevin Sussman, Beau Garrett

P.S.: O nosso post fica como homenagem ao diretor, produtor e ator Sydney Pollack, que faleceu no dia de hoje, aos 73 anos.

Sunday, May 25, 2008

Cannes Film Festival 2008 - Lista de Vencedores

Após 12 dias e 22 filmes em competição, o júri do Festival de Cinema de Cannes 2008, o qual foi presidido por Sean Penn e contou com a presença de nomes como Alfonso Cuarón, Natalie Portman, Alexandra Maria Lara, Marjane Satrapi, entre outros, anunciou os vencedores da edição deste ano.

A Palma de Ouro ficou com o filme francês "Entre Paredes", de Laurent Cantet. "Gomorra", de Matteo Garrone, que era forte candidato ao prêmio principal do festival, ficou com o Grande Prêmio. O Melhor Ator, de acordo com o júri, foi Benicio del Toro ("Che"). O Melhor Diretor foi Nuri Bilge Ceylan, de "Três Macacos". Já os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, favoritos de Cannes, ficaram com o prêmio de Melhor Roteiro por "O Silêncio de Lorna".

No entanto, a grande surpresa estava reservada para a categoria de Melhor Atriz. Nada de Julianne Moore ou Angelina Jolie ou Catherine Deneuve. O prêmio foi para a brasileira Sandra Corveloni, do filme "Linha de Passe", uma atriz que faz sua estréia em longas-metragens e que não esteve em Cannes para a apresentação do filme. De São Paulo, Sandra reagiu da seguinte maneira à premiação: "O prêmio valeu por todo o esforço da equipe. Trabalhamos com muito amor e dedicação. Todos podemos ser considerados vencedores".

Este é o segundo prêmio conquistado por um filme brasileiro no ano de 2008 (o primeiro foi o Urso de Ouro em Berlim para "Tropa de Elite"). Sinal de bons presságios para o nosso cinema.

Para ver mais vencedores do Festival de Cinema de Cannes, é só entrar no Blog do Vinícius.

Friday, May 23, 2008

Rambo 4 (John Rambo, 2008)

Nos últimos anos, movido muito mais pela falta de oportunidade de trabalho do que por um sentimento de nostalgia, o ator Sylvester Stallone decidiu voltar à pele de seus dois personagens mais famosos: Rocky Balboa e John Rambo. Em comum entre os dois projetos, além do fato do controle criativo estar totalmente nas mãos de Stallone, o fato de que o ator retoma as características que fizeram de Rocky e Rambo os ícones que eles são, mas não sem esquecer que o mundo ao redor deles mudou e eles precisam se adaptar a isso.

Em “Rambo 4”, que tem a direção de Sylvester Stallone (que também foi o co-autor do roteiro ao lado de Art Monterastelli), encontramos John Rambo isolado em uma localidade que fica no norte da Tailândia. Seu sossego é ameaçado quando um grupo de missionários o contrata para transportá-los pelo rio de forma que eles cheguem à tribo Karene. Quando o grupo é seqüestrado pelo exército birmanês, Rambo volta àquilo que sabe fazer melhor e parte para o resgate dos missionários.

No final dos anos 80 até a metade dos anos 90, quando eu era ainda uma criança, todos os domingos, meu pai me deixava dormir um pouco mais tarde. Acontece que nós tínhamos uma pequena tradição familiar e assistíamos juntos aos filmes que passavam no Domingo Maior, programa que vai ao ar até hoje, na Rede Globo. Foi assim que fui apresentada a vários “clássicos” protagonizados pelo meu herói de infância Charles Bronson; bem como aos estrelados por outros heróis contemporâneos como Sylvester Stallone, Lorenzo Lamas, Arnold Schwarzenegger, Dolph Lundgren, Steven Seagal, Chuck Norris, Jean Claude Van Damme, dentre outros.

Nós dois assistimos juntos a este “Rambo 4” e chegamos a uma conclusão: o destino da obra é se tornar um daqueles filmes que serão reprisados à exaustão no Domingo Maior. E o longa tem tudo para agradar em cheio aos fãs do programa, já que tem efeitos bisonhos, um herói brucutu (e que adora fazer uma cara de mau), uma mocinha em perigo (a atriz Julie Benz, do seriado “Dexter”) e inúmeras cenas de ação bem loucas, cheias de sangue, em que órgãos voam e membros são decapitados. Tudo isso sem o mínimo de aprofundamento de roteiro – e, honestamente, este é o detalhe que menos importa em um filme como esse.

Cotação: 4,5

Rambo 4 (Rambo, EUA, Alemanha, 2008)
Diretor(es): Sylvester Stallone
Roteirista(s): Art Monterastelli, Sylvester Stallone (com base no personagem criado por David Morrell)
Elenco: Sylvester Stallone, Julie Benz, Matthew Marsden, Graham McTavish, Rey Gallegos, Jake La Botz, Tim Kang, Maung Maung Khim, Paul Schulze, Cameron Pearson, Thomas Peterson, Tony Skarberg, James Wearing Smith, Kasikorn Niyompattana, Shaliew Manrungbun

Thursday, May 22, 2008

Entrevista (Interview, 2007)

Quando você está na faculdade de Jornalismo, você aprende que um dos detalhes mais importantes da profissão que você irá seguir é: nunca apareça para cobrir um evento, um acontecimento ou entrevistar alguém sem estar devidamente preparado. Em “Entrevista”, do diretor e ator Steve Buscemi (que co-escreveu o roteiro da obra ao lado de David Schechter), o jornalista Pierre Peders (interpretado pelo próprio Buscemi) quebra justamente este mandamento importante da profissão.

Acontece que Pierre Peders é acostumado a fazer a cobertura de fatos políticos, entrevistando gente importante que faz parte da cena em Washington, capital dos Estados Unidos. Ele mesmo estranha quando seu editor o manda para Nova York para fazer o perfil da atriz Katya (Sienna Miller). Quando os dois se encontram num restaurante, a jovem fica espantada com o tão pouco que ele sabe a respeito dela. A entrevista em si é um desastre, já que ela passa grande parte do tempo explicando para Pierre que ela é uma atriz de um seriado de TV e que fez um filme de terror super bem-sucedido. No entanto, um infortúnio faz com que Pierre acabe passando a noite com Katya no apartamento dela. E é no loft da atriz que ele irá encontrar a sua matéria, a história que ele quer contar.

Em seus 84 minutos de duração, “Entrevista” se apóia nos diálogos que acontecem entre Katya e Pierre Peders. Por esta razão, o elemento mais importante do filme acaba sendo o roteiro de Steve Buscemi e David Schechter, o qual alterna com propriedade diferentes vozes narrativas que acabam, no final, revelando a verdadeira personalidade por trás dos dois personagens. Neste ponto, é importante destacar também as ótimas atuações da dupla de atores principais, especialmente a de Sienna Miller, uma atriz perfeita para o papel de Katya, pelo qual recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards 2008 de Melhor Atriz.

Cotação: 7,0

Entrevista (Interview, EUA, 2007)
Diretor(es): Steve Buscemi
Roteirista(s): Steve Buscemi, David Schechter
Elenco: Sienna Miller, Steve Buscemi, Michael Buscemi, Tara Elders, David Schecter, Molly Griffith, Elizabeth Bracco, James Villemaire, Jackson Loo, muMs, Doc Dougherty, Donna Hanover, Wayne Wilcox, Danny Schechter, Philippe Vonlanthen

Wednesday, May 21, 2008

Cannes Film Festival 2008 - Estréia de "Che"

Por muito tempo, todos os detalhes por trás de “Che”, o projeto por muito tempo acalentado pelo diretor Steven Soderbergh e pelo ator Benicio del Toro, foram desconhecidos. No entanto, todo o mistério acabará logo mais, quando a obra – que é composta por duas partes intituladas “The Argentine” e “Guerilla” – estrear no Festival de Cinema de Cannes.

Até a participação no famoso festival foi confirmada em cima da hora, já que os rumores davam conta de que Steven Soderbergh não havia finalizado a edição dos dois filmes a tempo de eles serem mostrados na Riviera Francesa. No entanto, apesar de este ser um projeto controverso (e que, por exemplo, não recebeu o financiamento de grandes estúdios) e difícil de ser promovido ao público, a verdade é que os distribuidores (especialmente aqueles que trabalham somente na América do Norte) estão travando uma guerra silenciosa, nos bastidores, pelos direitos de exibição do filme – afinal, muitos apostam que “The Argentine” e/ou “Guerilla” serão bons concorrentes ao Oscar 2009.

"Che" acompanha aquele que foi o momento mais alto da filosofia pregada por Ernesto "Che" Guevara de la Serna. “The Argentine” se passa em 1956, quando Che (Benicio del Toro) liderou, ao lado de Fidel Castro (Demián Bichir), um exército popular para depor o regime de Fulgêncio Batista. Já “Guerilla” – que pessoas da indústria afirmam ser a parte mais superior de “Che” – se passa após a queda de Fulgêncio Batista, quando Che passou a fomentar outras guerrilhas na África e na América do Sul até que foi capturado e morto na Bolívia.

Para acompanhar as reações da crítica à “Che”, é só ficar de olho no Blog do Vinícius, que faz uma cobertura completa da edição 2008 do Festival de Cinema de Cannes.

Tuesday, May 20, 2008

Cannes Film Festival 2008 - Estréia de "The Exchange"

Esqueça “Changeling”. Agora, o novo filme de Clint Eastwood atende pelo nome de “The Exchange”. Estréia do dia de hoje no Festival de Cinema de Cannes, o filme estrelado por Angelina Jolie é inspirado em fatos reais e sua história começa com o desaparecimento de um garotinho. No entanto, os críticos que já assistiram ao filme são quase unânimes em afirmar que “The Exchange” é um longa que passa por caminhos muito mais tortuosos do que a sua trama indica.

Um jornalista britânico que foi citado no blog Hollywood Elsewhere afirma que “The Exchange” é “um filme longo, mas é muito forte e comovente. Não existe um ponto fraco em todo o filme”. O jornalista ainda destaca as atuações de Angelina Jolie (“muito, muito boa”) e de John Malkovich e aponta Clint Eastwood como o favorito para levar o prêmio de Melhor Diretor no Festival.

Já Todd McCarthy, da Variety, diz que “uma dúzia de diretores ofereceriam diferentes maneiras de abordagem para o mesmo material – sensacionalista, melodramática, entre outras. Talvez, a melhor maneira para descrever a abordagem de Eastwood é que ele é muito atento – aos elementos centrais da história, com certeza, mas também a alternância entre o público e o privado, a arbitrariedade da vida e da morte, os modos distintos em que diferentes pessoas enxergam as mesmas coisas, o comportamento destrutivo de alguns adultos perto das crianças e a qualidade de vida na Califórnia na época em que ele mesmo tinha nascido”.

Parece que, com “The Exchange”, temos um grande favorito não só à Palma de Ouro em Cannes, como também à temporada de premiações 2008-2009.

PS: Lembrando que o Blog do Vinícius faz a cobertura completa do Festival de Cinema de Cannes.

Sunday, May 18, 2008

De Olho no Oscar 2009 - "Australia"



Direção: Baz Luhrmann

Roteiro: Baz Luhrmann, Ronald Harwood, Stuart Beattie, Richard Flanagan

Elenco: Hugh Jackman, Nicole Kidman, David Wenham, Bryan Brown

Data de estréia: Novembro de 2008, nos Estados Unidos.

Por quê ficar de olho: Já faz sete anos que Baz Luhrmann lançou “Moulin Rouge! – Amor em Vermelho”. Como é de costume nos projetos do diretor, “Australia” é uma obra cheia de pretensão e de grandiosidade e vem sendo até chamada de o “E O Vento Levou” da Oceania. Um épico que se passa no país natal do diretor, em um momento histórico que antecede a II Guerra Mundial, o filme conta a história de uma aristocrata inglesa (Kidman) que herda uma propriedade e junta forças com um homem bem rude (Jackman) para levar uma carga de algodão para a cidade de Darwin, a qual será um dos alvos dos bombardeios japoneses.

O trailer mostra logo qual será o ponto mais forte de “Australia”: a sua qualidade técnica. Para este filme, Baz Luhrmann reuniu em torno de si uma equipe técnica formada por muitas mulheres. Os destaques vão para a diretora de arte e figurinista Catherine Martin (vencedora do Oscar por “Moulin Rouge! – Amor em Vermelho” e esposa de Luhrmann), para a editora Dody Dorn (do filme “Amnésia”) e para a diretora de fotografia Mandy Walker. Provavelmente, todas deverão estar presentes na lista de indicados ao Oscar 2009 - assim como a trilha sonora de "Australia", que o trailer indica ser belíssima.

Saturday, May 17, 2008

Cannes Film Festival - Estréia de "Linha de Passe"

Antes de estrear no Festival de Cinema de Cannes, o filme “Linha de Passe”, dos diretores Walter Salles e Daniella Thomas, foi envolvido em uma grande polêmica. Em 2006, Salles entrou com um processo de plágio contra o autor João Emanuel Carneiro, que teria se inspirado na trama do filme para compor um dos personagens centrais da novela “Cobras e Lagartos”, que foi ao ar pela Rede Globo. O processo acabou não dando em muita coisa, mas forçou a dupla de diretores a recomeçar um projeto que eles vinham acalentando há mais de 4 anos – e o resultado dessas mudanças foi o que eles apresentaram na Riviera Francesa.

“Linha de Passe” não é o típico filme brasileiro. Ao invés de apostar no retrato das nossas mazelas sociais, o roteiro do longa segue “quatro irmãos em São Paulo que recorrem ao futebol, à religião e ao crime na medida em que tentam escapar da pobreza e da monotonia da vida dos subúrbios”. Fala o diretor Walter Salles: “Nós não queríamos fazer um filme sobre traficantes de drogas ou policiais nas áreas mais pobres. Nós queríamos fazer um filme que mostrasse que a violência estava sendo rejeitada como saída de vida”.

O filme de Walter Salles e Daniella Thomas é um dos quatro produzidos na América do Sul a estarem concorrendo à Palma de Ouro no festival de Cannes. A primeira reação ao filme foi publicada pela agência de notícias Reuters, que afirma que "Linha de Passe" é difícil, porém tocante.

PS: O Blog do Vinícius está fazendo uma cobertura completa da edição 2008 do Festival de Cinema de Cannes

Friday, May 16, 2008

Bella (Beauty, 2006)

Sabe-se lá quantos filmes são produzidos anualmente em todo o mundo. As obras que não possuem o apoio de uma grande distribuidora percorrem um caminho bastante extenso até chegarem às salas de cinema. Nesses casos, os longas vão para festivais mundo afora, esperando chamar a atenção de algum parceiro. Mas, para atrair algum sócio é preciso ter uma qualidade muito especial. “Bella”, filme do diretor Alejandro Gomez Monteverde, preenche todos esses requisitos, afinal é uma película muito bonita, mas que só conseguiu alcançar um grande público após ser eleito o vencedor do People’s Choice Award do Toronto International Film Festival, em 2006 – e, mesmo assim, só consegue ser lançado no Brasil dois anos após sua produção.

O roteiro de “Bella”, que foi escrito por Alejandro Gomez Monteverde, Patrick Million e Leo Severino, é bastante simples e se apóia em dois personagens que possuem algo em comum: eles foram bastante machucados pela vida. São eles: Jose (Eduardo Verástegui) e Nina (a maravilhosa Tammy Blanchard). Os dois trabalham no restaurante do irmão dele, Manny (Manny Perez). Jose, como chef de cozinha. Nina, como garçonete. Quando “Bella” começa, encontramos uma Nina muito desnorteada. Em um curto espaço de tempo, ela descobre que está grávida e que perdeu o emprego. Ao saber disso (e da intenção da garçonete em não manter a gravidez), Jose decide passar um dia com Nina (primeiro andando pelas ruas de Nova York, depois caminhando pela praia da cidade aonde mora). A princípio, a gente vai estranhar o por quê de Jose ser tão solícito com Nina. Parece que ele está em uma missão. Mas, a verdade é que, no curso daquele dia, os dois irão encontrar aquilo que estavam procurando há muito tempo.

É justamente a simplicidade de “Bella”, um filme sem acontecimentos extraordinários, um dos elementos que fazem com que a gente se conecte tanto com o longa. As atuações dos atores principais contribuem muito para isso – os dois, aliás, poderiam muito bem ter sido lembrados na temporada de premiações 2006-2007. Eduardo Verástegui, uma espécie de Jim Caviezel mexicano, é a sensibilidade em pessoa. Já Tammy Blanchard (atriz vencedora do Emmy pela performance na minissérie “A Vida com Judy Garland”; indicada ao Tony Awards pela montagem de “Gypsy”, dirigida por Sam Mendes, e cujo papel mais conhecido no cinema foi o da namorada surda de Matt Damon em “O Bom Pastor”) adiciona ao seu currículo mais uma excelente – e comovente – performance.

Cotação: 9,8

Bella (Beauty, México, EUA, 2006)
Diretor(es): Alejandro Gomez Monteverde
Roteirista(s): Alejandro Gomez Monteverde, Patrick Million, Leo Severino
Elenco: Eduardo Verástegui, Tammy Blanchard, Manny Perez, Ali Landry, Angélica Aragón, Jaime Tirelli, Ramon Rodriguez, Lukas Behnken, Peter Bucossi, David Castro, Michael Chin, Dominic Colon, Hudson Cooper, Tawny Cypress, Ewa Da Cruz

Thursday, May 15, 2008

Morte no Funeral (Death at a Funeral, 2007)

Ao contrário do que acontece no Brasil, quando os velórios são situações bastante íntimas, em que a participação maior é de parentes e amigos mais próximos, em países como os Estados Unidos e a Inglaterra, os funerais são eventos super bem elaborados, com uma recepção com direito a comida e bebidas. É justamente num acontecimento desses que se passa toda a trama de “Morte no Funeral”, do diretor Frank Oz.

Edward, o esposo de Sandra (Jane Asher) e pai de Daniel (Matthew MacFadyen, de “Orgulho e Preconceito”) e Robert (Rupert Graves), acaba de falecer. Toda a sua família se movimenta para comparecer ao seu velório. Como existem diversas maneiras para se reagir a uma morte, as pessoas que fazem parte da família de Edward aproveitarão a oportunidade para resolverem todos os seus problemas internos – incluindo aí um segredo que envolve o falecido e que está relacionado ao personagem interpretado por Peter Dinklage (ator revelado pelo filme “O Agente da Estação”).

É muito difícil imaginar que se possa tirar algo de cômico de um acontecimento tão triste como um velório, mas isso acontece com “Morte no Funeral”. O roteiro de Dean Craig é muito bem construído e pode ser resumido da seguinte forma: além de fazerem parte da mesma família, o que todos os personagens do filme têm em comum é o fato de que, no dia do velório de Edward, serão protagonistas de uma série de decisões equivocadas. Por isso, seria fundamental para o filme ter um bom elenco, que unisse todas as arestas desta história. Nesse sentido, “Morte no Funeral” está muito bem servido, já que seu elenco possui o timing cômico perfeito e entraram na brincadeira cheia de ironia e humor negro proposta pela dupla Dean Craig e Frank Oz.

Cotação: 6,3

Morte no Funeral (Death at a Funeral, Alemanha, Inglaterra, EUA, 2007)
Diretor(es): Frank Oz
Roteirista(s): Dean Craig
Elenco: Matthew Macfadyen, Keeley Hawes, Andy Nyman, Ewen Bremner, Daisy Donovan, Alan Tudyk, Jane Asher, Kris Marshall, Rupert Graves, Peter Vaughan, Thomas Wheatley, Peter Egan, Peter Dinklage, Brendan O'Hea, Jeremy Booth

Wednesday, May 14, 2008

Cannes Film Festival 2008 - Estréia de "Cegueira"

A festa de abertura do Festival de Cinema de Cannes só acontece na noite de hoje, dia 14 de Maio, no entanto, para alguns as festividades já começaram, afinal “Cegueira”, filme do brasileiro Fernando Meirelles baseado na obra “Ensaio Sobre a Cegueira”, do escritor português José Saramago, foi exibido ontem para uma platéia de convidados e jornalistas que estão cobrindo o evento – isso antes de ser mostrado ao público do festival.

A recepção dos presentes à sessão já começou a sair e “Cegueira” tem dividido muitas opiniões. Enquanto a France Press afirma que: "metáfora da sociedade humana, de um suspense angustiante, o filme de Meirelles faz do espectador uma testemunha da violência e o convida a refletir sobre o ser humano e seus mais baixos instintos, além da sua capacidade de amar e seu senso de responsabilidade. Contudo, em meio a esta violência extrema e de caráter quase apocalípticos da história, Meirelles encontra momentos para expressar ternura e até mesmo humor"; a agência de noticias espanhola Efe fala que: “apesar do bom planejamento, montagem e atuação, o filme tem uma trilha sonora pouco adequada, uma história mais previsível do que deveria e um roteiro que parece buscar uma justificativa moral para as ações dos personagens".

No entanto, uma das críticas mais duras à obra vem de Jeffrey Wells, do blog
Hollywood Elsewhere. No seu texto, o jornalista aponta vários erros do filme, como o roteiro de Don McKellar preferindo abordar os efeitos sociais de uma cegueira generalizada e a decisão do roteirista em colocar grande parte da trama dentro da prisão em que os cegos ficam sitiados. A conclusão de Wells é ainda menos animadora, já que ele prevê que o filme não vai causar grande impacto na platéia.

Jeffrey Wells ainda afirma que “duas ou três pessoas aplaudiram ao final da exibição para a imprensa. A recepção na entrevista coletiva foi totalmente muda”. Uma crítica mais detalhada sobre “Cegueira” foi postada também no site da
Variety.