Wednesday, August 09, 2006

Assombração (Gwai Wik, Re-Cycle, 2006)


Sem dúvida alguma, os filmes de terror mais populares da atualidade são aqueles produzidos nos países do Oriente. Todos esses filmes possuem alguns elementos em comum: um roteiro que fala em uma maldição e em alguém que tem que acabar com ela. “Assombração”, filme dos diretores Oxide Pang Chun e Danny Pang, apresenta uma trama que foge de todos esses clichês.

Ting-Yin (Angelica Lee) é uma escritora que usa o codinome Chu Xun e cujos três primeiros livros se tornaram best-sellers no sudeste asiático – um deles, inclusive, chegou a ser adaptado para o cinema. Quando o agente de Chu Xun, Lawrence (Lawrence Chou), anuncia o próximo livro da escritora – que falará sobre forças sobrenaturais –, ela começa a perceber a existência de uma série de acontecimentos estranhos na sua vida e que acabarão atrapalhando-a no processo de construção de seu livro.

Ao mesmo tempo, logo após receber a visita de alguém de seu passado – e com quem Chu Xun esteve envolvida romanticamente –, a escritora entra em uma espécie de viagem pelo seu inconsciente e passa a entrar em contato com tudo aquilo que ela reprimiu ao longo dos anos. Esse acontecimento marca também o nascimento de um conflito em que a escritora – bem como a platéia de “Assombração” – tem dificuldades de distinguir o que é real do que é imaginário.

A primeira impressão que se tem é a de que realmente “Assombração” se diferencia dos outros filmes de terror produzidos nos países orientais. Ledo engano. No filme, encontramos a presença do medo representada pelos telefonemas estranhos, pelas mechas soltas de cabelo e pela água em excesso (não conheço a cultura do oriente, mas gostaria realmente de saber o por quê desses elementos serem utilizados como representantes fiéis do sentimento do medo). Quando “Assombração” entra na jornada de Chu Xun pelo seu inconsciente, o roteiro (que já era sofrível) se transforma numa reunião de fatos sem nexo algum. Mesmo com todos os problemas, ainda se podem ver algumas qualidades em “Assombração”: a maquiagem dos seres bizarros (e nada assustadores) que Chu Xun encontra no seu inconsciente está perfeita; e os efeitos visuais (especialmente na última seqüência da escritora no seu inconsciente) são muito bem feitos.

Cotação: 1,0

Crédito Foto: Yahoo! Cinema

10 comments:

FeliPeixe said...

Não vou nem perder meu tempo vendo esse filme que creio que seja parecido com O Grito e outro que nao estou lembrado o nome e que continham esses elementos que você falou: mechas de cabelo e excesso de água. Fala sério...

Kamila said...

Eu só perdi meu tempo assistindo a este filme, porque fui vê-lo de graça. Se não fosse isso, eu nem teria ido assistí-lo.

Romeika said...

minha noooooosaaa!!!! Nota 1,0 kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ainda não vi hehehe, nota 1,0, Kamila!!´já sei que esse vai ser o primeiro da lista nos piores do ano rsrsrs..

Kamila said...

Só não vai ser o pior filme do ano, porque eu também vi o horrendo "Uma Comédia Nada Romântica". Mas a briga entre os dois filmes para ver qual é o pior vai ser grande! kkkkkkkkk

FeliPeixe said...

Acho que o "Coçar é só começar" (nao lembro direito do nome do filme, também vai encabeçar a lista de piores.. Vamos esperar a estréia...

Kamila said...

"Trair e Coçar É Só Começar" vai ser com certeza um dos piores filmes de 2006. O trailer já mostra que o filme tem qualidade visual péssima. Também não acho que a Adriana Esteves tenha sido uma boa escolha para interpretar a personagem principal do filme. Deveriam ter deixado a Denise Fraga (que se consagrou no mesmo papel no teatro) interpretar a personagem na versão cinematográfica.

Romeika said...

viiixe eu ABOMINO o trailer desse filme..se o trailer é podre daquele jeito, imagina o filme!!! kkkkkkkkkkkkkk
"trair e coçar..é só começar..trair e coçar..é so começar.." EEEECAAAAAAAAAAAA!

Kamila said...

Ah, Romeika, faço das suas palavras as minhas. Também odeio aquela cançãozinha que termina o trailer.

felipeixe said...

Somos 3, então! Quem foi que disse a Adriana Esteves que ela era engraçada?

Kamila said...

Aparentemente, o diretor Moacyr Góes, Felipe. Só ele mesmo para achar a Adriana Esteves engraçada.