Wednesday, September 06, 2006

Trair e Coçar é só Começar (2006)


“Trair e Coçar é Só Começar”, peça escrita pelo ator Marcos Caruso (que atualmente está no centro de todas as atenções na novela “Páginas da Vida”, interpretando o marido da vilã personificada por Lília Cabral), estreou nos palcos em 1986 e até hoje é encenada. Por essa razão, a peça está no Guiness Book, o livro dos recordes, como a peça que está em cartaz há mais tempo no Brasil. O espetáculo ficou também marcado por ter revelado o talento da atriz Denise Fraga como comediante e, seguindo a linha de “Irma Vap – O Retorno”, faz a transição dos palcos para o cinema.

O filme “Trair e Coçar é Só Começar” foi dirigido por Moacyr Góes e adaptado pelo próprio Caruso e sua parceira habitual Jandira Martini. A história se passa no decorrer de um dia, quase sempre no mesmo espaço – o Edifício Caruso – e é centrada na empregada doméstica Olímpia (Adriana Esteves), que trabalha na casa da arquiteta Inês (Bianca Byington) e do cardiologista Eduardo (Cássio Gabus Mendes). Assim como muitas das suas colegas de trabalho, Olímpia é meio intrometida e confusa – características essas que serão importantíssimas para o desenvolvimento da trama de “Trair e Coçar é Só Começar”.

Inês está comemorando quinze anos de casada com Eduardo. Aproveitando a ausência do seu marido – que está em um congresso médico –, Inês prepara um jantar surpresa de comemoração; e, para isso, conta com a ajuda de sua amiga Lígia (Mônica Martelli), que é casada com Cristiano (Mário Schoemberger), o melhor amigo de Eduardo. Entretanto, os planos de Inês começam a ir por água abaixo quando Eduardo chega antes do esperado em casa. E é justamente em decorrência da tentativa de Olímpia em evitar que o jantar de comemoração seja arruinado que os personagens de “Trair e Coçar é Só Começar” entram numa série de encontros, desencontros e confusões – todos eles envolvendo suspeitas de adultério.

O trailer de “Trair e Coçar é Só Começar” causava a impressão de que este filme seria um sério candidato ao título de uma das piores películas de 2006; mas ele acaba surpreendendo. Se Adriana Esteves não tem a qualidade de uma Denise Fraga, ela acaba suprindo a desconfiança inicial entregando uma performance de timing cômico perfeito. O roteiro do filme, por mais absurdo que pareça, é bem desenvolvido e seu desfecho não deixa nenhuma pergunta sem resposta. A única ressalva vai para a direção burocrática de Moacyr Góes que, esteticamente, transforma seu filme num programa de TV. Mesmo assim, é muito bom que nós possamos ser surpreendidos de vez em quando.

Cotação: 4,0

Crédito Foto: Yahoo! Cinema

5 comments:

felipe said...

Nam Kamila... Mantenho o meu posicionamento e respeito o seu. Não gostei do filme, muito sem graça, e olha q vc sabe q sou besta pra rir! hehehe... bjão!

Kamila said...

Ah, Felipe. Assim como você, eu também sou besta para rir. Só sei que eu ri muito das besteiras presentes no roteiro desse filme. Foi ótimo para deixar para trás o cansaço e poder aproveitar o feriado de hoje! :-)

Anonymous said...

patético.

Márcia said...

Olá!

Gostaria de saber se vc sabe onde posso conseguir o roteiro deste filme? Queria fazer uma peça teatral com ele.
Grata,
Marcia

rubiamms@hotmail.com

Anonymous said...

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