Sunday, July 29, 2007

Duro de Matar 4.0 (Live Free or Die Hard, 2007)

O roteiro de “Duro de Matar 4.0”, que foi escrito por Mark Bomback e David Marconi tendo como base o artigo de John Carlin e os personagens originais de Roderick Thorp, é bastante condizente com os dias atuais. Numa época em que a tecnologia é uma arma muito poderosa, situar a ação do filme em Washington, a capital dos Estados Unidos, atormentada por um ataque de terrorismo virtual é quase que tentar prever o que poderia acontecer no mundo real.

No meio de tudo isto, um homem chamado John McClane (Bruce Willis), um detetive da polícia de Nova York, um profissional à moda antiga. Na realidade, o fato de que McClane leva tudo para o lado pessoal, como se tudo fosse uma afronta à pessoa dele, é uma faca de dois gumes. Se isso faz com que ele tenha perdido a esposa e mantenha um relacionamento péssimo com os filhos – em “Duro de Matar 4.0” só aparece a jovem universitária Lucy (Mary Elizabeth Winstead, a heroína de “Premonição 3”) –; ao mesmo tempo, esta raiva e vontade de resolver as coisas sozinho fazem com que McClane seja o homem perfeito para defender e salvar a honra dos Estados Unidos.

E, olha, que John McClane vai ter um trabalhão. Thomas Gabriel (Timothy Olyphant, no modo canastrão automático), ex-agente do FBI, arma um ataque virtual chamado de “queima de estoque”. Ou seja, em três etapas, Gabriel e sua equipe de hackers irão paralisar os Estados Unidos ao descontrolar os transportes, os meios de comunicação, o sistema financeiro e todas as formas de serviço básico. McClane entra nessa ciranda de acontecimentos quando seu chefe o manda escoltar Matthew Ferrell (Justin Long, que fazia parte do elenco do ótimo seriado “Ed”), um hacker que é um dos suspeitos de estarem envolvidos na ação de Gabriel, até a sede do FBI.

Se o roteiro de “Duro de Matar 4.0” é extremamente atual, o diretor Len Wiseman (da série de filmes “Underworld”) apresenta o seu filme à platéia de uma maneira convencional ao manual dos antigos filmes do gênero de ação. Ele orquestra cenas grandiosas e que superam, em muitas vezes, o limite do real (uma das melhores cenas do filme, inclusive, chega a lembrar o pulo do ônibus entre um viaduto quebrado visto em “Velocidade Máxima”, de Jan de Bont). Isto não significa que “Duro de Matar 4.0” seja um filme ruim. Pelo contrário, o filme tem uma história que prende a atenção e a química existente entre Bruce Willis e Justin Long rende ótimos momentos. “Duro de Matar 4.0” apresenta o icônico John McClane na sua melhor forma: desbocado, corajoso, competente, destruidor e, com todos os perdões pelo trocadilho, totalmente duro de matar.

Cotação: 8,5

Crédito Foto: Yahoo! Movies

16 comments:

Vinícius P. said...

Nossa, desse filme eu gostei bastante, mais do que poderia imaginar. Apesar de todos os defeitos de narrativa, acho que é uma aula de como se fazer um ótimo filme de ação. Aquela cena que lembra "Velocidade Máxima" é excelente, ainda que a situação seja impossível. Também gostei das cenas dentro do túnel. Enfim, me diverti muito com "Duro de Matar 4.0".

Nota: 8,5

Kamila said...

Eu também gostei muito mais desse filme do que poderia imaginar, Vinícius. Concordo plenamente com o que você disse: o filme é uma aula de como se fazer um filme de ação. Toda aquela cena do Willis dirigindo um caminhão e sendo perseguido pelo avião, aquela cena dele com a asiática presos no carro pendurado no poço de elevador são simplesmente sensacionais. Acho que minha nota é até meio injusta com o filme. Vou corrigir!

Gustavo said...

Gostei, porém não tanto.

A ideia do roteiro é boa, mas a execução é pobre, mal-feita mesmo. A direção do Wiseman me surpreendeu, principalmente por que veio do cara que dirigiu aquelas coisa chamada Anjos da Noite.

Bruce Willis tá em forma, mas o humor do personagem não está tão afiado como nos dos primeiros filmes. Timothy Olyphant é o vilão mais fraco da série, faria Allan Rickam e Jeremy Irons se envergonhar numa atuação sem o menor brilho. Maggie Q é ótima, assim como Justin Long, grata surpresa. Mary Winstead... que garota mais linda! Ela não tava tão bonita assim em premonição 3 não hein...

Enfim, é uma boa diversão, mas passa meio longe dos originais, principalmente do primeiro, obra-prima dos filmes de ação.

Wanderley Teixeira said...

Ando saturado deste tipo de produção,Kamila,por isso falo q nem devo conferir esse novo Duro de Matar.Vc acredita q evitei Rocky tb?Naum tenho saco para este saudosismo q se abate sobre o cinema.E olhe q tenho uma família q praticamente cresceu vendo este tipo de coisa(meus irmãos são obcecados por esses heróis de ação dos anos 80)...

Otavio Almeida said...

Adorei tb! Maravilhoso! Escrevo depois lá no blog!

Bela crítica!

Bjs!

Otavio Almeida said...

E essa cena que vcs comentaram não lembra só VELOCIDADE MÁXIMA, mas principalmente, TRUE LIES.

Zero said...

Olá Kamila, conheci seu blog através de um link lá no blog dos Vinícios, quando puder, e estiver com mais calma, volto pra ver mais coisas por aqui. Um abraço!

Museu do Cinema said...

Esse vou deixar para ver em DVD, não sei o que é, mas acho que a partir do terceiro filme, eles tiraram o aspecto cult do Duro de Matar.

Kamila said...

Gustavo, me permita discordar de seu comentário. Acho que o filme é bom no roteiro, na direção e nas atuações. O único elemento destoante do filme é o Timothy Olyphant, de piloto automático.

Wanderley, também cresci assistindo a este tipo de filme. Meu pai é um grande fã de filmes de ação e me apresentou ao cinema através dos filmes de Charles Bronson, Arnold Schwarzenneger, Steven Segal, Bruce Willis e Sylvester Stallone. Ele é meu companheiro fiel para este tipo de filme (inclusive assistimos juntos "Duro de Matar 3") e não poderia deixar de passar "Duro de Matar 4.0", ainda mais na companhia dele. :-)

Otávio, sabia que você ia gostar desse filme e mal posso esperar para ler o que você escreveu sobre ele.

Zero, obrigada pela visita e pelo comentário.

Cassiano, eu acho que um filme como "Duro de Matar 4.0", cheio de efeitos e com aquele som enorme, perde a graça quando a gente assiste em casa, a não ser que você tenha um belo home theater. :-)

Vinícius P. said...

Hehehe, Kamila, aumentou a nota? É um ótimo filme, penso até em ver de novo com uns amigos. Muitas cenas são de tirar o fôlego - o legal é que o filme conseguiu me impressionar mesmo já sabendo que o personagem do Bruce Willis conseguiria passar por tudo aquilo.

Abraço!

Kamila said...

Mudei, Vinícius. Pensando bem depois, eu gostei muito mais do filme do que a nota meia-boca que eu dei para ele. E o filme, com certeza, merece uma segunda visita, até mesmo para a gente se divertir com todas aquelas mentiras. :-)

Beijos.

The Stiletto Effect said...

adorei o seu blog :) muito bom mesmo!
beijo
su

Museu do Cinema said...

Kamila, realmente não tenho mais saco, na falta de uma palavra melhor, para ir ver esse filme nos cinemas...

Percebi que tá lendo o livro sobre Grace Kelly, estou te cobrando uma resenha, pq estou louco para ler, sou um apaixonado por ela, a mulher mais linda que Hollywood já teve.

Johnny Strangelove said...

Esse novo filme é do cacete mesmo ...
muito bom ... ainda tó perplexo com aquele cretino do Les Wiseman fez um bom filme.

Ele tem todos os elementos que consagram a série inteira e Bruce Wills prova o por ele é FODA!

eu vou fazer a resenha em breve, já está no ponto de bala para escrever, e vou rever o filme para tirar conclusões melhores ...


em um ano onde as maiores promessas falharam ... o que o pessoal acreditou que seria bomba mostrou o contrario ...

Kamila said...

Su, obrigada pela visita e pelo comentário.

Cassiano, tudo bem e pode deixar que, assim que eu terminar de ler o livro sobre a Grace, eu faço uma resenha. Ainda estou no começo, mas já estou fascinada pela dualidade da personalidade de Grace Kelly. Um assunto que vou deixar para a resenha... :-)

João, acho que o Len Wiseman surpreendeu todo mundo com o que ele fez neste filme. Uma coisa de doido mesmo. Acho que "Duro de Matar 4.0" é o melhor filme do Verão americano.

Museu do Cinema said...

Já estou ancioso.