Wednesday, August 01, 2007

Ela é a Poderosa (Georgia Rule, 2007)

“Você sabe para onde está indo?”
“Mãe, eu estou no inferno!”

Não, esse não foi um diálogo travado recentemente pela atriz Lindsay Lohan e sua mãe e empresária Dina. Estas falas fazem parte da primeira cena do filme “Ela é a Poderosa”, do diretor Garry Marshall, em que Lindsay Lohan interpreta uma garota chamada Rachel Wilcox – ou seria ela mesma? Afinal Rachel é uma jovem mimada, irresponsável e que não mede as conseqüências de seus atos. Além disso, Rachel não respeita sua mãe ou qualquer outra pessoa que seja mais velha do que ela – uma prova de que a sua mãe foi mal-sucedida em impor limites à sua filha.

A cena que abre “Ela é a Poderosa” coloca Rachel ao lado de sua mãe, Lilly (Felicity Huffman, no seu primeiro papel no cinema depois da indicação ao Oscar de Melhor Atriz por “Transamérica”), quando esta, cansada de mais um ato de rebeldia de sua filha, decide enviá-la para o “inferno”, ou seja, uma pequena cidade do Estado de Idaho, aonde ela vai ficar hospedada na casa da temida e odiada avó, Georgia (Jane Fonda), uma mulher que segue fielmente as regras que impôs à sua vida e que espera que as pessoas que fazem parte de seu círculo mais próximo também as sigam.

No entanto, a grande surpresa é que a vida de Rachel na pequena cidade do Idaho vai se revelar tudo menos um inferno. A avó, na realidade, se mostra uma pessoa sensível às necessidades de Rachel naquele momento: um equilíbrio entre ternura, disciplina e discernimento para saber o momento certo em que ela precisa ficar sozinha. A mãe Lilly, ao decidir colocar em pratos limpos todos os seus problemas de relacionamento com Georgia, consegue, de alguma maneira, melhorar o seu relacionamento com a própria filha. E Rachel, com sua personalidade avançada e – como ela gosta de dizer – “única”, vira a rotina da cidade de cabeça para baixo, especialmente a de dois homens: o veterinário viúvo Simon Ward (Dermot Mulroney) e o jovem religioso Harlan (Garrett Hedlund).

“Ela é a Poderosa” é um filme que, mesmo com atuações convincentes de seus atores, tem um problema muito sério: o roteiro de Mark Andrus se perde no meio de tanta verdade e mentira criada por Rachel que chega um determinado momento em que a platéia fica confusa para saber se o que estamos vendo corresponde à realidade de Rachel ou não. No mais, a data de lançamento brasileira do filme segue um timing primoroso. Nos sets de “Ela é a Poderosa”, Lindsay Lohan começou um longo calvário que veio ter um estopim recentemente com suas constantes idas à reabilitação e passagens pela prisão. A arte pode ensinar muito a vida e o que Lindsay precisa, neste momento, é de alguém que imponha a ela as “Regras de Georgia”.

Cotação: 2,5

Crédito Foto: Yahoo! Movies

9 comments:

Otavio Almeida said...

Kamila... juro que não tenho coragem de ver esse filme... Talvez eu veja BOBBY hj...

Bjs!

Museu do Cinema said...

Se o Otavio não tem coragem, eu tenho até medo...

Kamila said...

Otávio e Cassiano, eu estava pronta para assistir a este filme em casa, no DVD, mas acabei descolando uns convites para mim e para a minha irmã e não podia perder a chance de ir ao cinema.

Vinícius P. said...

Hahahaha. Kamila, pelo visto ninguém quis ver esse filme, fracasso total, mas como sempre dei uma chance ao grande elenco e me dei mal. O roteiro é fraquíssimo mesmo, não dava pra saber se a personagem da Lindsay era uma mentirosa ou não. Ainda me pergunto o que a Jane Fonda e a Felicity Huffman faziam num projeto como esse...

Quanto à vida 'loca' da Lohan, seria legal se ela tivesse na vida real alguém como Georgia para colocar um pouco de juízo na sua cabeça. :-) Minha nota é 2,0

Abraço!

Felipe Nobrega said...

Sei á, tb tenho um medo desse filme.... mas, vamos ver se num domingo chuvoso eu não vou até o cinema. rsrsrsr
Lá no blog já está os prêmios cafeteria de julho
abraços!

Kamila said...

Vinícius, "Ela é a Poderosa" foi fracasso geral nos EUA e, aparentemente, no Brasil (se bem que, na sessão em que eu fui o cinema estava com um bom público).

Acho que a Felicity Huffman e a Jane Fonda aceitaram este projeto simplesmente pela falta de melhores papéis para atrizes da idade delas. Se existem os bons papéis, vão para outras atrizes, pelo menos.

E é isso mesmo que a Lohan precisa: juízo!!!!! :-)

Kamila said...

Felipe, esse filme não presta nem se você não tiver nada melhor para fazer!!!! rsrsrsrsrrsrsrs

Wanderley Teixeira said...

Nossa Kamila,é exatamente isso.Antes de tudo coincid~encia estarmos falando do mesmo filme depois de algum tempo q ele foi lançado.O roteiro de Ela é a Poderosa é capenga demais e essas idas e voltas e a trama da Lohan e suas mentiras dá nó em nossa cabeça,nunca sabemos se ela fala a verdade(algo desnecessário e sem cabimento com a proposta do filme).Confuso,o roteiro enterrou o filme.

Kamila said...

Concordo plenamente, Wanderley. O que mata este filme é o roteiro confuso e sem pé nem cabeça. As três atrizes fazem milagre com o que recebem.