Saturday, November 05, 2005

Tudo Acontece em Elizabethtown (Elizabethtown, 2005)


Na sua curta carreira como ator, Orlando Bloom se notabilizou por interpretar papéis em filmes situados em épocas muito antigas. Foi assim na trilogia “O Senhor dos Anéis”, do diretor neozelandês Peter Jackson, e em “Cruzada”, do diretor inglês Ridley Scott. Em “Tudo Acontece em Elizabethtown”, do diretor e roteirista Cameron Crowe, Bloom quebra a escrita e interpreta pela primeira vez um personagem que vive nos dias atuais.

No filme, Orlando Bloom vive Drew Baylor, um designer de calçados que ainda não fez algo de concreto na sua vida. O seu primeiro grande projeto profissional – um tênis que fará o consumidor ter a sensação de que está andando nas nuvens -, fruto de oito anos de dedicação ao trabalho e de afastamento da sua família, resulta num fracasso de grandes proporções (a empresa na qual ele trabalha amargou um prejuízo de aproximadamente 1 bilhão de dólares com o produto). Em conseqüência disso, Drew é demitido diretamente pelo presidente da empresa (Alec Baldwin) e perde a namorada Ellen (Jessica Biel). Prestes a cometer suicídio, Drew recebe uma ligação da irmã o informando da morte de seu pai. Como filho mais velho, Drew tem que assumir a responsabilidade de viajar para a cidade de Elizabethtown e trazer de volta o corpo do pai.

Inicialmente, a morte do pai não irá atrapalhar os planos de Drew. Ele ainda quer cometer suicídio. No entanto, a jornada pela qual Drew irá passar a partir do momento em que ele entrar em contato com a família de seu pai e com as suas origens farão com que ele repense sua vida. O contato com a aeromoça Claire (Kirsten Dunst), uma garota completamente diferente dele, também lhe mostrará um outro lado da vida e lhe ensinará a não levar tudo tão a sério e a aproveitar cada instante de sua existência – tirando o que eles têm de melhor a oferecer.

Baseado em uma experiência vivida pelo próprio Cameron Crowe, “Tudo Acontece em Elizabethtown” é uma tentativa do diretor e roteirista de repetir o sucesso de “Quase Famosos”, um outro filme baseado em fatos da própria vida dele. Por isso mesmo, no filme encontraremos temas que são recorrentes na filmografia do diretor como as figuras excêntricas, o protagonista que vive em busca de sua identidade ou de novas experiências e a forte presença do núcleo familiar (especialmente da mãe e da irmã); além de inúmeras referências à cultura pop (especialmente nos momentos finais do filme).

Em seu segundo papel consecutivo como protagonista de um filme (o primeiro foi em “Cruzada”), Orlando Bloom repete os mesmos erros de sempre e, apesar de possuir um olhar carregado de melancolia, o ator compõe Drew com uma apatia que revela o quão inseguro ele se sente quando tem que carregar o peso de um filme sozinho. Ainda bem que, assim como aconteceu em “Cruzada”, Bloom está rodeado por um excelente elenco de apoio. Susan Sarandon rouba a cena nas poucas vezes em que aparece e Kirsten Dunst brilha com sua contagiante interpretação de Claire. É a presença dela em “Tudo Acontece em Elizabethtown” que faz o filme valer a pena. Desse jeito, fica a sensação de que Dunst não só salvaria o personagem de Bloom de cometer suicídio, e sim a todos nós.

3 comments:

superman11 said...

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Pedro Henrique said...

Ótimo texto Kamila.
Mas eu não gostei muito desse filme.
Gostei, mas não muito.

Abraço!!!