Monday, December 03, 2007

Deu a Louca na Cinderela (Happily N'Ever After, 2007)

Dentre todos os contos de fadas, um dos mais preferidos do público é o da “Cinderela”, cuja versão mais conhecida é a do escritor francês Charles Perrault, pois ele tem todos os elementos que fascinam a gente neste tipo de obra: uma mocinha sofredora, uma vilã bem malvada, um príncipe encantador e um final triunfante. A animação “Deu a Louca na Cinderela”, dos diretores Paul J. Bolger e Yvette Kaplan, segue a linha de “Deu a Louca na Chapeuzinho Vermelho” – apesar de não ser uma continuação desta película – e brinca com a Cinderela para contar uma história em que o objetivo principal dos vilões é justamente evitar que tenhamos o clássico final com todos vivendo “felizes para sempre”.

No universo criado pelos roteiristas Douglas Langdale e Robert Moreland, o destino dos contos de fadas é controlado por um Mago (dublado por George Carlin), cuja maior responsabilidade é encontrar um equilíbrio perfeito entre o bem e o mal, de forma que as histórias possam terminar da maneira idealizada. Quando Frieda (dublada por Sigourney Weaver) – a madrasta malvada de Ella (dublada por Sarah Michelle Gellar) – descobre esse poder incrível, ela toma o lugar dos dois aprendizes do Mago e passa ela mesma a controlar os finais dos contos de fada, permitindo que, pela primeira vez, os vilões se dêem bem.

Para tentar evitar que o plano de Frieda dure para sempre, Ella – com a ajuda de Mambo (dublado por Andy Dick) e de Munk (dublado por Wallace Shaw), os aprendizes do Mago – sai em busca do seu amado Príncipe Encantado (dublado por Patrick Warburton) para que ele possa ser o salvador da pátria. O problema é que existe um outro candidato a herói nessa trama e ele é Rick (dublado por Freddie Prinze Jr.), que trabalha para o Príncipe, é apaixonado por Ella e torce para que a garota enxergue como o objeto de seu afeto é um homem completamente imaturo e indigno do amor dela.

O grande pecado de “Deu a Louca na Cinderela”, uma co-produção norte-americana e alemã, é a qualidade técnica da animação, que, se comparada aos filmes produzidos pela Pixar, Dreamworks e Sony, parece ser bem amadora. Tirando este pequeno detalhe, o filme consegue divertir a platéia por ter uma trama envolvente e cuja maior mensagem para as crianças é a seguinte: não importa a vontade dos outros, quem faz a verdadeira história de sua vida é você mesmo.

Cotação: 4,0

Deu a Louca na Cinderela (Happily N'Ever After, EUA, Alemanha, 2007)
Diretor(es): Paul J. Bolger, Yvette Kaplan
Roteirista(s): Douglas Langdale, Robert Moreland
Elenco: George Carlin, John Di Maggio, Andy Dick, Sarah Michelle Gellar, Lisa Kaplan, Jill Talley, Tom Kenny, Tress MacNeille, Michael McShane, Rob Paulsen, Jon Polito, Freddie Prinze Jr., Phil Proctor, Wallace Shawn, Kath Soucie

13 comments:

Ramon Scheidemantel said...

Interessante. Gostei da abordagem, porém não me parece algo tão original. A moral da história é bacana, gosto bastante desse jeito de pensar.
E ao contrário do que você menciona, a imagem que publicasse está parecendo bastante interessante, como ilustração. Se bem que por outro lado está meio Barbi 3D. hehehe!
Sinceramente, se pelo visual não vale a pena, não irei conferir o filme.

Kamila said...

Ramon, assistindo ao filme, você verá que a animação é fraquinha se comparado ao que a gente está acostumado a assistir nos filmes da Pixar, por exemplo. Mas, a história é divertida e compensa.

Museu do Cinema said...

Conhecia o Deu a Louca na Chapeuzinho Vermelho, esse nunca tinha ouvido falar.

Alex Gonçalves said...

A voz de Sarah Michelle Gellar é um atrativo para mim, mas não verei pelo simples fato das cópias serem dubladas...

A trama até que parece ser original, mas não sou lá grande fã de animações.

Otavio Almeida said...

Kamila, odiei BEOWULF. Estou muito triste...

Kamila said...

Cassiano, assisti ao "Deu a Louca na Chapeuzinho Vermelho", um filme que é bem melhor do que esse "Deu a Louca na Cinderela".

Alex, a Sarah Michelle Gellar vem voltando aos poucos à sua carreira. O que é bem legal.

Otavio, não odiei "Beowulf", mas não o adorei. Acho que o experimento do Zemeckis é válido, mas precisa ainda de muitas melhoras.

Museu do Cinema said...

Então a melhor louca é a da chapeuzinho!

Wally - Cine Vita said...

Essa sim é uma animação para odiar - diferente de Beowulf, do qual gostei bastante - achei trama, personagens, humor, visual, tudo muito fraco. Você deve ter lido minha resenha e concordo com muitas de suas ressalvas.

Nota 3,5

Ciao!

Otavio Almeida said...

Oh, Kamila... diga-me... 300 pode concorrer ao Oscar de Efeitos Visuais? Ou é carta fora do baralho? GLADIADOR ganhou nessa categoria... entende?

Aliás, está aí um espetáculo digital que prefiro a BEOWULF. Acho que 300 usou a tecnologia para criar um mundo que não existe. Mas os atores estão lá. E a história é empolgante.

Bjs!

Victor Nassar said...

Deja vu...
Não consigo me animar com roteiros de idéias pré-frabicadas...não mesmo!
E depois ainda tem greve...
Isso realmente me indigna!


Beju Kamila!

Vinícius P. said...

Como disse no blog do Wally, dificilmente verei essa animação, pois ainda que goste do estilo de "Deu a Louca na Chapeuzinho" (inclusive foi um dos melhores do gênero no ano passado), não vi nenhuma opinião favorável a esse "Happily N'Ever After" - sem falar que pelo trailer, a técnica de animação não me agradou muito.

Abraço!

Kamila said...

Com certeza, Cassiano.

Wally, li sua resenha e concordamos em muita coisa.

Otavio, temos que ver a lista de pré-indicados que a Academia vai divulgar. Ela sempre indica uma listinha com os filmes elegíveis em Efeitos Visuais. Espero que "300" esteja nela.

É verdade, Victor. Mas, Hollywood funciona assim mesmo: o que é sucesso, é copiado.

Vinícius, você faz bem em evitar esse filme.

Beijos.

Otavio Almeida said...

Obrigado!

Bjs!