Wednesday, February 27, 2008

A Via Láctea (2007)

Estamos em São Paulo, a maior metrópole da América Latina. Um pouco antes do entardecer, o casal Heitor (Marco Ricca, num bom desempenho) e Júlia (Alice Braga) tem uma violenta discussão pelo telefone. A causa: os ciúmes que ele sente do amigo dela Thiago (Fernando Alves Pinto). Angustiado, Heitor pega seu carro e parte em direção à casa da namorada para tentar resolver a situação.

Durante a viagem de Heitor pelas ruas engarrafadas da cidade de São Paulo, o filme “A Via Láctea”, da diretora Lina Chamie (que co-escreveu o roteiro ao lado de Aleksei Abib), aborda as possibilidades do amor, da perda e da morte dentro do contexto social de um grande centro urbano. O interessante aqui é perceber que o relacionamento de Heitor e Júlia é compreendido de acordo com a visão de mundo de cada um deles – enquanto ele encara tudo por um lado mais poético (e condizente com sua condição de professor de Literatura), ela enxerga as coisas do ponto de vista da relação que se estabelece entre as diversas espécies de animais (afinal, é uma veterinária).

Grande parte de “A Via Láctea” é feita de silêncios, de música, de olhares, de sensações e de segmentos que, aparentemente, não têm nada a ver com a trama principal do filme. São estes elementos que acabam prejudicando um pouco o andamento da obra. A diretora Lina Chamie recupera um pouco do fôlego no final, mas aí já é tarde demais para consertar tudo.

Cotação: 3,5

A Via Láctea (A Via Láctea, Brasil, 2007)
Diretor(es): Lina Chamie
Roteirista(s): Aleksei Abib, Lina Chamie
Elenco: Marco Ricca, Alice Braga, Fernando Alves Pinto

14 comments:

Pedro Henrique said...

Nossa, 3,5. Pior nota que vi aqui. Daqui uns anos vejo na Tela Quente então.

Abraço!!!

Kamila said...

Não, Pedro, você vai ver no Festival do Cinema Brasileiro, que a Globo promove todo ano! :-)

Wally said...

Que pena...não tinha ouvido muito falar dele, mas tinha expectáticas pela Alice Braga. Talevez confiro se achar em DVD.

Ciao!

Kamila said...

Wally, eu fui conferir o filme curiosa por causa da Alice Braga e do Marco Ricca, que são dois bons atores, mas não gostei mesmo de "A Via Láctea".

Pedro said...

Ah, exato. Que burro. Valeu.

Abraço!!!

Vinícius P. said...

Nossa, mas é tão fraquinho assim? Sinceramente esperava bem mais, além do que não fiquei muito interessado nessa trama - parece ser um filme para poucos, pelo que percebi pelo último parágrafo. Quem sabe eu veja pela Alice Brada, mas quando passar da TV mesmo ;-)

Felipe Nobrega said...

Mas é tão fraco, confesso que achei interessante... rsrs

Marfil said...

Aê! Somos dois! Odiei esse filme. Ô filme chato! Mundo Cão! Fora o Marco Ricca perdido na Av. Paulista, subindo e descendo feito um doido. Assino sua crítica sem restrições!!!

Weiner said...

Gozado... Não conhecia "Via Láctea" como um filme feito por Alice Braga. Mas parece que você não gostou nadinha da história. Bom saber, desse vou passar longe.
Abraço!

Ramon Scheidemantel said...

Ihh, o texto tava indo bem, levando ao clímax, mas então..."não têm nada a ver com a trama principal do filme".
Hehe! Obrigado... vou passar longe, por enquanto.

Museu do Cinema said...

Não consegui entender muito o filme, fiquei com a impressão de Deja Vu.

Kamila said...

Vinícius, este é um filme para poucos, sim.

Felipe, rsrsrsrs. Assista e veja por si próprio, então!

Marfil, no começo até que é interessante ver o personagem do Marco Ricca nas ruas engarrafadas, mas, depois, o filme fica chato demais.

Weiner, não gostei mesmo da história.

Ramon, por enquanto, você faz certo em ficar longe desse filme.

Cassiano, a sua impressão está correta. "A Via Láctea" lembra muito o filme "A Passagem" - curiosamente, outro filme que eu não gostei.

Luciano Lima said...

Oi Kamila (cabulando o curso pra postar nos blogs XD)!
Seguinte. Eu gostei muito de A Via Láctea por ser um cinema bastante incomum no nosso país. COmo você mesma disse, é um cinema de sensações. Sensações essas que se justificam no final e justificam o final. A direção é extremamente comprometida com o roteiro, que também depende de outros elementos. Achei fantástico o uso tão forte dos elementos a ponto do roteiro ser incompleto sem isso. Sem contar nos bons trabalhos de Marco Rica e Alice Braga.
Abraço!

Kamila said...

Luciano, sua opinião é muito válida. O que acontece é que eu acho que não me acostumei ainda a um tipo de cinema como o que Lina Chamie fez em "A Via Láctea". E eu acho que o impacto do final se perdeu um pouco porque eu previ que aquilo iria acontecer.

Abraço!