Tuesday, April 15, 2008

Elizabeth - A Era de Ouro (Elizabeth - The Golden Age, 2007)

No Internet Movie Database (IMDB), constam 54 filmes nos quais ela apareceu, mas foi somente no ano de 1998, com “Elizabeth” e “Shakespeare Apaixonado”, que o público realmente prestou atenção em uma das rainhas mais importantes – e populares – da história da Inglaterra: Elizabeth I. Conhecida popularmente como “A Rainha Virgem”, foi sob o seu reinado que a Inglaterra ascendeu como força política mundial e econômica. Além disso, foi sob seu domínio que os ingleses viram a produção artística atingir um altíssimo nível, destacando-se, nessa época, os nomes de dois dos maiores dramaturgos de todos os tempos: Christopher Marlowe e William Shakespeare.

O filme “Elizabeth – A Era de Ouro”, continuação de “Elizabeth”, apesar de possuir um subtítulo positivo, trata, na realidade, de um dos momentos mais turbulentos do reinado dela. Estamos em 1585. A Espanha, do rei Felipe II (Jordi Mollà), possui o grande plano de se tornar a maior potência européia e, por conseqüência, mundial. De maioria católica, o reinado espanhol inicia uma Guerra Cristã pela Europa e transforma os ingleses (na sua maioria protestantes) em seus maiores alvos – o objetivo principal deles é tirar Elizabeth (Cate Blanchett, numa performance que lhe rendeu uma indicação ao Oscar 2008 de Melhor Atriz) do poder e colocar, em seu lugar, Mary Stuart (Samantha Morton, excelente), uma seguidora da fé católica.

Se não bastasse isso, a rainha Elizabeth I ainda tem que lidar com a própria turbulência interna do seu país. A população ainda não se acostumou com sua solteirice e espera que sua rainha mãe ofereça um herdeiro ao trono. Em meio às atividades alcoviteiras de seu fiel escudeiro, Sir Francis Walsingham (Geoffrey Rush), que quer apresentá-la a todo homem descendente da realeza, na Europa; a rainha se aproxima de Sir Walter Raleigh (Clive Owen), cujo estilo de vida livre e aventureiro a fascina.

A grande diferença entre “Elizabeth” e este “Elizabeth – A Era de Ouro” (ambos foram dirigidos por Shekhar Kapur) é o tema principal do roteiro. Se, no primeiro filme, existia uma abordagem do que é o exercício do poder; a continuação prefere humanizar a rainha Elizabeth I, mostrando-a em seus momentos de maior vulnerabilidade e nos quais ela está muito temperamental e ansiosa pelo que irá acontecer. “Elizabeth – A Era de Ouro” funciona perfeitamente na sua primeira hora. Tudo o que acontece após isso é puro exagero – inclusive da parte visual do filme, bem como da atuação de Cate Blanchett, os quais foram o ponto alto da primeira obra.

Cotação: 6,0

Elizabeth: A Era de Ouro (Elizabeth: The Golden Age, Inglaterra, França, 2007)
Diretor(es): Shekhar Kapur
Roteirista(s): William Nicholson, Michael Hirst
Elenco: Jordi Mollà, Aimee King, Cate Blanchett, John Shrapnel, Geoffrey Rush, Susan Lynch, Elise McCave, Samantha Morton, Abbie Cornish, Penelope McGhie, Rhys Ifans, Eddie Redmayne, Stuart McLoughlin, Clive Owen, Adrian Scarborough

21 comments:

Hypado said...

Não me animo a assistir este filme.

Convido todos vocês para lerem e comentarem o meu Prêmio dos melhores do cinema em 2007: http://hypado.wordpress.com/

Espero vocês lá!

Kamila said...

Hypado, só assisti esta continuação porque gosto da Blanchett. E adoro filmes com teor histórico.

Otavio Almeida said...

Interessante... Você disse que a Cate Blanchett estava exagerada.

Será que só eu não assisti a esse filme?

Bjs!

Matheus said...

Não sou fã do primeiro volume e tenho relutância com filmes históricos, então é bem provável que eu não goste de ''A Era de Ouro''. O único motivo pela qual vou assisti-lo é Cate Blanchett.

Pedro Fiuza said...

Cara Kamila,
eu sei que já dei uma passadinha por aqui para saber ser você conhecia o Cineclube Natal, então desta vez é para lhe convidar a fazer parte da nossa lista de discussão, aonde você pode conferir a nossa programação além de debater sobre cinema em geral, que acredito que seja de agrado de uma blogueira cinéfila. ehehe

Se você se interessar, pode mandar uma mensagem para cineclubenatal@cineclubes.org.br. Caso já esteja cadastrada, desconsidere o convite à lista mas peço que aceite ao de ir à nossa próxima sessão: dia 24.04, quinta às 18hs na Assembléia Legislativa, com o filme "12 Homens e uma Sentença". Será possível que não te verei em nenhuma de nossas sessões? =P

Abraços,
Pedro

Júlio said...

Eu também só quero assistir por causa da Cate e, afinal, por causa da vitória no Oscar.
Só a primeira hora empolgou Kamila? O que houve com o resto do filme? Culpa do roteiro mesmo?

Vinícius P. said...

Também gostei da primeira parte do filme, inclusive cheguei a me perguntar o motivo pelo qual tinha sido tão massacrado. Entretanto, a segunda metade é das coisas mais descartáveis que vi no cinema recente, inclusive por causa daquele insosso triângulo amoroso. Vale pela Blanchett e pela Morton, mas até a técnica é um tanto exagerada. Abraço!

Wally said...

Olha, o filme é lotado de problemas e falhas, principalmente em roteiro e direção. Mas não consigo ou posso reclamar de Blanchett, que não achei exagerada, Morton, que no pouco arrebentou e o visual, que além do figurino e cenários, possuiu uma fotografia belíssima. Por isso, eu o considero assitível.

Nota 6,0

Ciao!

Ibertson Medeiros said...

Eu gostei desse filme. Tem um figurino e direção de arte impecáveis, além do contexto histórico ser muito interessante.
Cate Blanchett está ótima, como sempre.
Pelo trailer parecia que teríamos cenas de batalha grandiosas, mas não é o que se verificou aqui.
Algumas outras subtramas no filme são dispensáveis, não é um excelente filme, mas o considero ainda considero acima da média.

Johnny Strangelove said...

Vou ser sincero ... já é de então uma das piores decepções do ano ... Se não fosse a Cate, Samantha Morton e Jordi Mollá ... o filme seria a prega no caneco ... mas tem duas cenas que achei espetacular porém tem outras que senti vergonha ...

Museu do Cinema said...

Kamila, sabe que eu assisti o filme e não sabia que era uma continuação, claro que sabia que era o mesmo diretor e a mesma atriz, mas não sabia que se tratava da mesma personagem, achava que era a mãe, sei lá, o filme é ruim de qualquer jeito.

Romeika said...

Samantha Morton foi excelente em tres filmes em 2007, entao, Kamila. Pense numa grande atriz, hein? Queria muito ver esse filme por ela tb, alem da Cate Blanchett (que decepcao o que vc diz ao fim), esperava que a atuacao dela fosse o ponto forte do filme do inicio ao final. Mas lembro daquela cena do Oscar dela, ela gritando, parece mesmo algo exagerado.

Cecilia Barroso said...

Esse eu não vi ainda, mas estou morrendo de vontade de ver. Tem um meme para você lá no meu blog. Eu achei muito interessante e acho que você também vai gostar.
Beijos

Cvalda said...

Ainda não tive o prazer de ver esse filme, apesar de querer muito vê-lo.
E ademais, adorei seu blog. :)
beijos

Rodrigo Fernandes said...

Gosto dos trabalhos da Cate Blanchett,a cho ela ótima até me filmes ruins...
mas o tema: Elizabeth naõ me atraí mais, acho que já foi mais do que dito, redito e explorado pelos cinemas, teatros e afins...
Vão gostar de uma rainha assim lá nos confins do Judas, ahaha...
Beijos, Kamila!!

Pedro Henrique said...

Pois é Kamila, não vi motivo para essa continuação. Também gosto da Cate e vi o filme só pela presença dela.

E li que terá mais um ainda, talvez receba o nome de "Elizabeth - A Caça do Ouro"...

Abraço!!!

ღ mey ♥¨`*•.¸¸.•*´¨♥ღ said...

oi, vi q vc curte cinema, musica e livros, queria te convidar pra visitar meu blog, q é sobre isso!!

bejos =*

Kamila said...

Otavio, eu achei-a exagerada. Especialmente após a primeira hora do filme terminar.

Matheus, eu gosto muito do primeiro volume e achei essa continuação completamente desnecessária.

Pedro, obrigada pelo convite. Irei me cadastrar na lista de discussão. Estou totalmente em falta com o Cineclube Natal, mas, com certeza, irei a uma das sessões. Se não puder na de quinta, não irão faltar outras oportunidades.

Julio, o problema foi que a trama da Mary Stuart termina muito cedo. Acho que a relação dela com Elizabeth e o império espanhol poderiam ser melhor trabalhadas.

Vinícius, concordo plenamente com o comentário.

Wally, o filme é assistível, mas totalmente descessário.

Ibertson, já eu considero esse filme abaixo da média.

João, para mim, a primeira hora desse filme foi espetacular. Odiei o que veio depois.

Cassiano, o filme é sofrível mesmo. Não sei porque a Cate Blanchett topou fazer isso.

Romeika, a Samantha Morton é a melhor parte do filme, para mim. Ela é mesmo uma atriz sensacional. Quais foram os outros dois filmes que ela fez em 2007? Fiquei curiosa. :-)

Cecilia, obrigada. Irei conferir o meme.

Cvalda, obrigada pela visita e pelo comentário.

Rodrigo, eles gostam da Elizabeth porque ela é uma das monarcas mais populares da história da Inglaterra.

Pedro, não me diga que teremos essa terceira parte... AFFF!!!

Mey, obrigada pela visita e pelo comentário!

Ramon Scheidemantel said...

Bacana Kamila. Ótima sua resenha. Transmitiu bem a essência da obra. Ainda não assisti, mas pelo que percebi é o tipo de obra que vou postergar um pouco.

Romeika said...

Kamila, nao tenho certeza quando a data exata do lancamento (no imdb diz 2007), mas ela esteve excelente em "Control" e "Expired", dois papeis completamente diferentes, e somando a esse de "Elizabeth", tres papeis bem distintos. Muito injusto ela ficar de fora das premiacoes, nao?:-S

Kamila said...

Ramon, se você gosta de obras com teor histórico, deve apreciar esse filme. Obrigada!

Romeika, dos dois projetos que você citou só conheço "Control". Nem sabia desse "Expired". Ela é uma atriz muito talentosa e, com certeza, poderia ter recebido alguma atenção por sua ótima performance em "Elizabeth".