
No filme, Steve Carell interpreta o mesmo personagem que fez na primeira película, o do âncora de TV Evan Baxter. Ele se prepara para sofrer grandes mudanças em sua vida, tendo em vista que acaba de ser eleito deputado e está indo viver permanentemente em Washington ao lado de sua família, que é formada pela esposa June (Lauren Graham, do seriado “Gilmore Girls”) e pelos três filhos Dylan (Johnny Simmons), Jordan (Graham Phillips) e Ryan (Jimmy Bennett). A mudança vem cheia de expectativas na família Baxter, que espera que o marido e pai Evan participe mais do dia-a-dia familiar.
Assim como acontece com o personagem interpretado por Jim Carrey em “Todo Poderoso”, a partir do momento em que Evan Baxter consegue aquilo que ele realmente deseja, sua vida vira de pernas para o ar. Como se ele já não tivesse enormes responsabilidades no papel de marido, pai e deputado, Deus (mais uma vez interpretado por Morgan Freeman) aparece pedindo-o que construa uma Arca de Noé e salve animais e humanos de um aparente dilúvio que está por vir. Totalmente incompreendido pelas pessoas (até mesmo pela sua família), Evan fica sozinho, vestido e caracterizado como um homem da antiguidade e sendo taxado de louco.
Quem for assistir “A Volta do Todo Poderoso” esperando encontrar um filme que cause inúmeras risadas, pode se decepcionar. O filme foge da questão tocada no primeiro filme (o egoísmo de um homem que, deparado com um poder enorme, decide usá-lo a seu favor) e tenta abordar algo maior (Evan usa o poder que Deus lhe dá para o bem de todos, pois só assim ele mesmo pode encontrar a sua própria felicidade). Com um elenco formado, basicamente, de ótimos comediantes (além de Steve Carell e Lauren Graham, podemos encontrar na tela John Goodman, a excelente Wanda Sykes, John Michael Higgins e Molly Shannon), os poucos momentos cômicos que Tom Shadyac dedica ao seu elenco soam até forçados demais – o que é uma pena. Se você quiser rir, é melhor esperar os créditos finais, em que todo mundo parece soltar o humor que ficou preso durante o filme todo.
Cotação: 4,0
Crédito Foto: Yahoo! Movies
19 comments:
É verdade Kamila, o Steve Carell lutou para estar onde tá atualmente.
Lutou bastante e merece chegar aonde está, Cassiano.
Gosto de Steve Carell, mas esse filme me cheira a enganação...
Sua crítica está ótima, mas só confirmou o que eu esperava do filme. Acho que espero o DVD, não?
E parabéns pelo blog sempre atualizado!
Bjs e bom final de semana!
Acho que foi um erro fazer essa continuação com o Steve Carell, ao menos com esse orçamento monstruoso. Ora, todos sabem que "Todo Poderoso" só fez sucesso por causa do Jim Carrey, já que provavelmente esse filme é tão fraco quanto o original. Espero que o Carell escolha melhor seus porjetos daqui pra frente, pois sabemos que seu talento vai além disso.
Ah, ainda não vi o filme, acho que faço isso amanhã...
Vixi... eu até curti o primeiro, mas confesso que estou sem a mínima vontade de ver esse. Steve Carell é um grande ator, mas com o Jim Carrey são outros 500.
Beijos, boa semana! =D
Otávio, não chamaria "A Volta do Todo Poderoso" de uma enganação. Acho que o erro é tentar fazer uma continuação com o Steve Carell e, em nenhum momento, aproveitar o talento cômico que ele tem. O filme é muito "dramático" é perde justamente o que o primeiro tinha de melhor: o lado cômico.
E estou tentando manter o blog atualizado. Obrigada pelo comentário! :-))
Vinícius, você falou tudo sobre o filme mesmo sem tê-lo assistido. Eu acho o Carell um ótimo ator, mas fazer esse filme da maneira que ele foi feito foi um grande erro.
Marcus, eu também gosto do primeiro filme e acho o Steve Carell um baita comediante. O estilo dele é diferente do Jim Carrey, o que não significa que um seja pior do que o outro. O Jim Carrey fez certo mesmo em fugir desta continuações.
Beijos e boa semana para todo mundo!
Quase vi o filme na última sexta-feira, mas optei por "Ela é a Poderosa" (que me decepcionei bastante, pois tinha lá minhas esperanças de ver a um bom filme). Gostei muito de ver Steve Carell como protagonista desta continuação, mas temo que o filme acabe decaindo demais ao substituir o humor por temas mais sérios, como ocorreu no filme com Jim Carrey - mesmo que não tenha prejudicado em nada a satisfação final. Também acho Wanda Sykes uma excelente comediante.
Amo Wanda Sykes, Alex. Para mim, a melhor atriz em seriados de comédia da temporada 2006-2007.
Você nem assistiu ao filme, mas já sabe de tudo. O filme se perde ao substituir o humor pelos temas sérios.
Boa semana!
Uau!
Então me parece que deve ser uma produção bem previsível, se acertei corretamente como funciona resumidamente, rs, rs, rs...
Não conheço a Wanda Sykes dos seriados, mas a Wanda Sykes das telonas sempre me agradou. Ela rouba a cena muitas vezes de Jane Fonda em "A Sogra", além de protagonizar os poucos momentos engraçados de “Minha Super Ex-Namorada”.
A única coisa que gostei verdadeiramente de "Orgulho e Preconceito" foi Brenda Blethyn e a linda trilha-sonora de Dario Marianelli .
Acabei de ver o filme e confirmo tudo aquilo que disse no comentário anterior. Não entendo porque desperdiçaram tanto dinheiro nessa comédia, ainda mais sem a presença de um grande astro. Adoro o Steve Carell, mas ele deveria escolher melhor seus projetos (tipo, prefiro que participe de filmes independentes do que essas porcarias). O filme é praticamente salvo pela Wanda Sykes...
Alex, a Wanda Sykes é maravilhosa como comediante. O chato foi que eu assisti a uma cópia dublada desse filme e não pude escutar a voz da Wanda Sykes, que é bem estridente e, por si só, já me causa risadas.
A trilha de Dario Marianelli para "Orgulho e Preconceito" é linda mesmo e, como disse no meu post anterior, eu amo tudo relacionado a este filme.
Vinícius, também acho que o Carell deveria escolher melhor seus projetos. Ele deu provas disso no passado, quando escolheu "O Virgem de 40 Anos" e "Pequena Miss Sunshine".
Oi, você é natalense, pelo seu perfil. Conhece o pessoal que tem blogue sobre cinema em nossa terra, como Marcos Felipe e Francisco Sobreira? Vou dar uma olhada no seu, enquanto isso. Um beijo.
Oi, Moacy, sou natalense e, infelizmente, não conheço o blog do Marcos Felipe e do Francisco Sobreira. Se você puder deixar os links aqui para eu visitá-los, eu agradeço.
Obrigada pela visita!
O filme é completamente desnecessário . Nem o elenco foi capaz de salvar tamanha bobagem. Salvo por algumas piadas de Sykes, o resto é completamente esquecível. Gostei do seu texto! ^^
Obrigada pelo comentário, Luciano. E concordo plenamente com o que você disse.
O que me deixa feliz ao ler os comentários é saber o número de fãs que a Wanda Sykes tem no Brasil. :-)
Tudo que vc disse lá no blog é verdade e sua crítica ta certa, é uma comédia sem comédia. Vale pelos efeitos e por Carell, que acho ótimo e Wanda Sykes com suas piadas escrachadas e seu jeito histérica.
Nota 5,0
Wally, meu maior arrependimento a respeito desse filme é não tê-lo assistido na versão com legendas. A voz da Wanda Sykes, por si só, já teria me causado boas risadas... rsrsrsrsrs
Oi, Kamila, Marcos Felipe acaba de desativar o seu blogue. De qualquer maneira, eis o endereço: www.seladeprata.zip.net (e o de Sobreira, também dedicado à literatura é: www.luzesdacidade.blogspot.com). Um beijo.
Gostaria de saber como se chama aquela música que é executada logo no início do filme. Muito obrigado
Post a Comment