Tuesday, February 12, 2008

A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos (National Treasure - Book of Secrets, 2007)

Quando estreou, nas salas de cinema brasileiras, no começo de 2005, o filme “A Lenda do Tesouro Perdido”, do diretor Jon Turtletaub, foi considerado como um grande aperitivo ao que viria no ano seguinte, com a adaptação do best-seller “O Código da Vinci”, do diretor Ron Howard. Apostando na fórmula “homens inteligentes desvendam mistérios escondidos por trás de peças importantes numa trama que mistura elementos históricos e de ação”, não foi surpresa ver o sucesso que o filme conseguiu nas bilheterias.

Portanto, para a continuação “A Lenda do Tesouro Perdido – Livro dos Segredos”, o mega-produtor Jerry Bruckheimer aposta em outro clichê. Como em time que está ganhando não se mexe, ele traz de volta todo mundo que trabalhou no primeiro filme (com exceção do time de roteiristas, que é totalmente novo) e coloca, novamente, o caçador de tesouros Benjamin Franklin Gates (Nicolas Cage) para iniciar uma jornada de ação e mistério tendo como base elementos saídos da História dos Estados Unidos.

O roteiro de “A Lenda do Tesouro Perdido – Livro dos Segredos”, que foi escrito por Marianne e Cormac Wibberley, Gregory Poirier, Ted Elliott e Terry Rossio, tem como ponto de partida a página perdida do diário de John Wilkes Booth, o assassino confesso do presidente Abraham Lincoln. Acontece que o avô de Benjamin, Thomas Gates (Joel Gretsch), desempenhou um papel importante nos acontecimentos que levaram à morte do comandante da nação norte-americana. Quando Thomas é consagrado como herói nacional, eis que aparece Mitch Wilkinson (Ed Harris) e coloca o nome do avô de Benjamin como um dos principais conspiradores da morte de Lincoln. Determinado a provar a inocência de seu ancestral, Ben reúne sua trupe – o pai Patrick (Jon Voight), o parceiro Riley (Justin Bartha), a namorada Abigail (Diane Kruger) e a mãe Emily (Helen Mirren, totalmente desperdiçada) – e segue pistas que o levam à descoberta de um tesouro ainda maior.

Quem assistiu ao filme “A Lenda do Tesouro Perdido” sabe que o produtor Jerry Bruckheimer tentou fugir ao máximo das comparações com “O Código da Vinci”. Talvez por causa do fracasso do filme de Ron Howard, dessa vez eles confirmam todas as influências da obra de Dan Brown. Para dar mais movimento e emoção à história, Ben passa a ser o elemento mais procurado pelo FBI após raptar o presidente dos EUA (Bruce Greenwood) em busca do livro que está referido no título da obra.

Como é comum aos filmes produzidos por Jerry Bruckheimer, “A Lenda do Tesouro Perdido – Livro dos Segredos” tem uma produção bastante caprichada. Isto é bem notado através da excelente direção de arte de Dominic Watkins e Julian Ashby. No entanto, uma obra como essa não foi feita para ser levada a sério. O objetivo dela é entreter, mesmo que tenha uma trama com um leve toque cultural. E, ao final de duas horas e sete minutos de projeção, o diretor Jon Turtletaub deixa uma platéia bastante satisfeita. O dever foi cumprido.

Cotação: 6,5

A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos (National Treasure: Book of Secrets, EUA, 2007)
Diretor(es): Jon Turteltaub
Roteirista(s): Marianne Wibberley, Cormac Wibberley, Gregory Poirier, Ted Elliott, Terry Rossio (com base nos personagens criados por Jim Kouf, Oren Aviv, Charles Segars)
Elenco: Nicolas Cage, Justin Bartha, Diane Kruger, Jon Voight, Helen Mirren, Ed Harris, Harvey Keitel, Bruce Greenwood, Ty Burrell, Michael Maize, Timothy V. Murphy, Alicia Coppola, Albert Hall, Joel Gretsch, Christian Camargo

19 comments:

Romeika said...

O primeiro filme foi tão esquecível, mas tão esquecível que eu nem lembrava que o tinha visto no cinema. E a Helen Mirren está no elenco? Coitada:-S

Museu do Cinema said...

Vi o primeiro e gostei, mas acho que o segundo é forçar demais a barra! não perco dinheiro, talvez com um dvd pirata emprestado...

Otavio Almeida said...

Eu aluguei o primeiro e não consegui terminar, Kamila. Por isso que não vi o 2 ainda.

Mas tem aquela cena do trailer que o Nicolas Cage grita depois de colocar a mão num buraco? Odeio aquilo...

Bjs!

Kamila said...

Romeika, eu também assisti ao primeiro filme no cinema. A Helen Mirren está no elenco, sim. Deve ter feito uma pontinha aqui para pagar as contas do mês. rsrsrsrsrsrsrs

Cassiano, eu fiquei surpresa quando vi que tinha uma continuação para este filme. E, como "Livro dos Segredos" foi um sucesso, acho que devemos esperar uma terceira parte.

Otavio, tem a cena, sim. Uma imitação ridícula do que a Audrey Hepburn fez em "A Princesa e o Plebeu". Nem autêntica, a cena parece mais.

Beijos.

Vinicius said...

Esperar chegar em dvd pra conferir. Eu até gostei do primeiro, uma boa "sessão da tarde", mas não tive vontade de ir ver o segundo..

estou roendo as unhas para "sangue-negro" nesse fim de semana. Daniel Day Lewis em ação.

Victor Nassar said...

É filme de férias! Apenas pra entreter sem muito esforço...
E quer saber?! Prefiro muito mais ir à praia...
hehe

Beju Kamila!

Pedro Henrique said...

Ben Gates invade o Palácio de Buckingham e entra na sala da rainha, Ben Gates decide sequestrar o presidente dos Estados Unidos da América, como eles gostam de glorificar, - aliás, nesse filme, o patriotismo americano se faz bem presente - então sequestra, Ben Gates soluciona tudo em menos de um minuto.
Você definiu bem o filme quando disse:"uma obra como essa não foi feita para ser levada a sério. O objetivo dela é entreter"

Abraço!!!

Weiner said...

Este filme estreará na minha cidade na próxima sexta feira, juntamente com "Sangue Negro". Que Deus abençoe as distribuidoras e elas não cancelem mais uma estréia - semana passada cancelaram Sweeney Todd e eu fiquei a ver navios. "A Lenda 2" me traz grandes expectativas, pois gostei bastante do primeiro; uma boa aventura, sem pretensões mirabolantes, nem super críticas, apenas uma produção ágil e divertida, ideal para curtir num momento "I want my mind relaxed", e nada mais.
Abraços, Kamila.

Wally said...

Achei o primeiro até que legal quando o vi. Verei esse em DVD apenas, mesmo com a maioria até que aprovando o resultado.

Ciao!

Vinícius P. said...

Não chega a ser um excelente filme de ação, mas também gostei e até considero melhor que produções do nível de "O Código Da Vinci". Se tiver uma nova continuação, com certeza verei no cinema.

Abraço!

Alex Gonçalves said...

Kamila, por mais que eu tente, não consigo gostar do primeiro filme. Claro, oferece lá alguma diversão, mas a trama demora, e muito, para engrenar. Sem dizer que essa fase frustrante que Nicolas Cage anda passando e os comentários maldosos com a Helen Mirren de mico pós-Oscar não são bons incentivos para ver a continuação.

Vulgo Dudu said...

Nossa... Passo longe de um negócio desses. Nicolas Cage dá muito mole. À cada filme ele consegue chafurdar ainda mais sua carreira.

Bjs!

Ramon Scheidemantel said...

Esses dias eu revi O Código da Vinci. Na verdade é o filme não é um fiasco. É interessante. O problema é que ficou tão igual ao livro que deixou de cativar os fãs, ávidos por coisas novas. E já que o livro é cheio de informação, o filme não tem como competir.
Eu gostei do primeiro A Lenda do Tesouro Perdido; como um entretenimento despretensioso até que vale. Aliás, como você bem definiu, tudo que o Jerry Bruckheimer faz tem o objetivo de entreter, somente. A questão é para entreter nos dias de hoje, é preciso algo inteligente.
Vou conferir o filme, mas não nos cinemas.

Museu do Cinema said...

Quem sabe uma série né Kamila, Nicolas Cage o novo 007. Hollywood tá brincando com nosso dinheiro. O pior é que depois eles não sabem pq as bilheterias só diminuem.

Otavio Almeida said...

Aaaaaaah... não me lembrei de A PRINCESA E O PLEBEU... que tonto...

Marcus Vinícius said...

Confesso que achava uma bomba essa continuação, mas se é só pra entreter tá massa, hehehe. Mas que o barquinho do Cage cada vez afunda mais, ah isso é.

Beijos e ótima quarta-feira!! ^^

Kamila said...

Vinícius, eu queria muito poder assistir "Sangue Negro" nessa semana, mas parece que os cinemas daqui não passarão o filme.

Victor, ir à praia é ótimo, mas, de vez em quando, é bom assistir a uma diversão como a desse filme.

Pedro, realmente, esse filme é super patriota. Valoriza muito essa figura do herói, da competitividade (uma característica muito importante da sociedade norte-americana).

Weiner, é esse o espírito para assistir este filme. :-)

Wally, se gostou do primeiro, va gostar desse segundo filme também.

Vinícius, concordo com você. E pretendo assistir à terceira parte desse filme - se for lançada.

Alex, realmente, a fase não anda boa para o lado do Nicolas Cage. E parece que é até uma tradição entre os vencedores do Oscar: seus projetos seguintes são sempre blockbusters.

Dudu, é verdade. O Nicolas Cage, ultimamente, não tem acertado.

Ramon, eu não gosto da adaptação de "O Código da Vinci". E concordo com tudo que você disse no final de seu comentário. Filmes como o da trilogia Bourne provam que entretenimento e inteligência combinam.

Cassiano, é verdade. Mas, Hollywood pensa sempre em dinheiro, no lucro. É até natural essas franquias todas. O problema é que, as últimas franchises do cinema, parecem que morrem na terceira parte (vide os casos de "Homem-Aranha" e "Piratas do Caribe"). A fórmula cansa e não se sustenta mais.

Otavio, acho que seu comentário foi irônico. :-)

Marcus, o Cage está afundado faz tempo.

Beijos.

Alex Gonçalves said...

Kamila, provavelmente os dólares falaram mais alto quando Helen Mirren foi convidada para participar da aventura. Mas estou super ansioso para vê-la em “Coração de Tinta”.

Paulo Júnior said...

Eu achei o filme o máximo!!!

Ele é inteligente, mas não é ultra-sério, ele tem muita comédia, e é um filme muito inteligente e muito leve. Ou seja, diversão inteligente!

Pra melhorar, tem relações com história, coisas da vida real. É como se a Disney estivesse contando todos os segredos que sabe sobre o mundo, e com grande classe. E, além disso, o filme ainda tem ação.

Eu gostei do filme Davinci, mas esse é mais legal, não deixa tantas coisas no ar, explica tudo.

Enfim, Jerry Bruckheimer só faz coisas top.